Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
29 de Março de 2010

O documentário "Pare, Escute, Olhe", do realizador Jorge Pelicano, premiado nos festivais DocLisboa e Cien Eco no ano passado, vai estrear nas salas de cinema nacionais a 8 de Abril.

O documentário "Pare, Escute, Olhe", que retrata o isolamento das pequenas povoações de Trás-os-Montes, vai estar em exibição em Lisboa no complexo de filmes da ZON/Lusomundo nas Amoreiras, na New Line Cinema de Alvalade, e na ZON/Lusomundo do Parque Nascente do Porto.

"Pare, Escute, Olhe" estreou em Outubro do ano passado nos festivais DocLisboa, onde conquistou os prémios de Melhor Documentário Português e de Melhor Montagem, e também no Cine Eco, em Seia, onde arrecadou o Grande Prémio do Ambiente, Grande Prémio da Lusofonia, e Prémio Especial da Juventude.

O rio Tua nasce a cerca de dois quilómetros acima da cidade de Mirandela, na junção dos rios Rabaçal e Tuela, e a linha ferroviária do Tua ligava inicialmente a foz à cidade de Bragança.

A ligação entre Bragança e Mirandela foi desactivada em Dezembro de 1991, e o realizador quis mostrar como «essa sentença acentuou as assimetrias entre o Litoral e o Interior de Portugal», como explicou e entrevista à agência Lusa pouco antes da estreia.

O documentário mostra as sucessivas promessas políticas para o apoio ao desenvolvimento da região, o mau estado da linha ferroviária, os acidentes, e a vida das populações locais servidas pelo centenário caminho de ferro.

Concluído em 2009, o filme - criado pelo mesmo realizador do também premiado documentário "Ainda há Pastores?" (2005) - tem como objectivo «pôr o tema do Tua na ordem do dia».

Para Jorge Pelicano, este filme é «uma metáfora» para o despovoamento e a desertificação do interior do país.

 

Fonte: TSF


Inseridos num concelho em que 70% dos seus sete mil habitantes têm problemas de alcoolismo, muitos dos cerca de 700 alunos do agrupamento de escolas de Carrazeda de Ansiães já têm hábitos exagerados de consumo de vinho. Números que assustam a direcção da escola EB 2.3/S de Carrazeda de Ansiães, que tem vindo a combater nos últimos anos aquele que é um dos maiores problemas deste concelho do distrito de Bragança. A última iniciativa partiu de 18 estudantes do 12.º ano, que criaram uma miniempresa para alertar para os efeitos do álcool e com a qual vão participar num projecto promovido pela EDP.

Para o presidente do Conselho Executivo, Jerónimo Pereira, o problema do alcoolismo é aquele que afecta mais alunos. "Praticamente não temos problemas de toxicodependência, de drogas na escola, o nosso problema é o álcool." Segundo o director, há mais de trinta anos à frente da escola, "ainda na semana passada detectámos que quatro alunos não estariam a comportar-se devidamente, investigámos e descobrimos a causa: uma garrafa de vinho fino que apreendemos".

Ainda segundo Jerónimo Pereira, apenas 12 alunos do agrupamento estão sinalizados pela Protecção de Menores concelhia, a maioria dos quais devido ao absentismo e outra parte devido ao consumo de álcool. "Quase todos têm vinho em casa e muitas vezes sem o conhecimento dos pais vão ao pipo e trazem para a escola. Mas estamos atentos ao problema e conseguimos que de ano para ano o consumo venha a diminuir, não só dentro da escola como fora dela."

O agrupamento age como um todo no combate ao alcoolismo, que segundo a professora Alice Costa conduz ao absentismo escolar, pobreza e sobretudo à violência doméstica. E foi nessa perspectiva que aderiu ao projecto da Fundação EDP "Aprender e Apreender", no âmbito do qual nasceu uma miniempresa de que são responsáveis 18 alunos do 12º ano. A empresa denomina-se 100%SA (ver caixa). Alice Costa coordena este projecto na escola e traça os objectivos: desenvolver uma campanha para o consumo responsável de álcool, um conjunto de programas de prevenção do alcoolismo, pretendendo sobretudo promover a sustentabilidade familiar.

Carina tem 18 anos e integra a 100%SA. "Era imperioso combater este flagelo no nosso concelho, pois o álcool quando consumido em excesso afecta as famílias, e produz fenómenos como a violência escolar e outros malefícios", afirma a aluna.

 

Fonte: Diário de Notícias


O distrito de Bragança está hoje em alerta laranja devido às previsões do Instituto de Meteorologia para rajadas de vento na ordem dos 40 a 65 quilómetros, que podem atingir até os 95 quilómetros/hora.

Há ainda previsões de chuva forte.

publicado por Lacra às 17:31



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