Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
16 de Março de 2010

A construção de novos edifícios terá de se apoiar em práticas que se traduzam em empreendimentos com excelentes desempenhos energéticos e ambientais. A lei da certificação energética já está em vigor e vai avaliar todas as novas construções, atribuindo-lhes categorias de eficiência à semelhança do que acontece com os electrodomésticos.

Os edifícios do Instituto Politécnico de Bragança vão sofrer obras de requalificação para responderem a este novo desafio, estando prevista a instalação de equipamentos para a produção de energia limpa e a requalificação energética de alguns edifícios mais antigos que tinham perdas de energia.

Também a câmara de Bragança já colocou o processo de avaliação em caderno de encargos para vir a desenvolver um estudo sobre a matéria, ainda durante este ano. Nesta primeira fase será feita a certificação energética dos edifícios pois a maioria deles, quando foram construídos, ainda não tinham essa exigência. No entanto, os novos empreendimentos terão de cumprir com novas regras e normas, sob pena de virem a ter uma classificação mais baixa e penalizações ao nível dos preços junto dos consumidores.

Há nove categorias de avaliação, sendo que à categoria A+ correspondem os edifícios mais “inteligentes”, aqueles que desperdiçam o mínimo de energia, enquanto que as outras categorias vão deixando antever falhas ao nível do desempenho.

Para já, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Agência para a Energia está a promover, em todo o país, a Iniciativa Construção Sustentável – encontros, em parceria com as instituições locais, para alertar para estas novas práticas. No encontro realizado no Instituto Politécnico de Bragança, no dia 15 de Março, Lívia Tirone, responsável pela Iniciativa Construção Sustentável, alertou para a obrigatoriedade de todas as transacções imobiliárias apresentarem certificados energéticos.

Em Portugal existem já mais de mil peritos qualificados mas, no entender da responsável, “o público é o melhor fiscal da certificação energética porque pode pedir um certificado do edifício onde vai comprar e, assim, pressionar o promotor a mudar de hábitos”.

A questão da certificação energética vem “obrigar” a construção civil a adoptar novas práticas para que os edifícios tenham melhores desempenhos ao nível energético e ambiental.

“Se construirmos melhor, não gastamos tanta energia e temos mais conforto, mais salubridade e mais produtividade”, apontou Lívia Tirone.

E mesmo no distrito de Bragança, onde as temperaturas atingem valores dispares, abaixo de zero graus e acima dos 32º, é possível ter melhores construções.

“Temos casas piores do que o clima, mais frias ou mais quentes do que está na rua”, notou a responsável, adiantando que “não se pode continuar a apostar numa construção horrivelmente má”.

No entender de Lívia Tirone, um dos erros mais graves da construção civil em Portugal é não trabalhar adequadamente com os isolamentos térmicos, nomeadamente na zona Norte do país. O encarecimento dos empreendimentos não é “desculpa” até porque, segundo afirmou, a construção sustentável até é mais barata, oferece mais qualidade e evita, futuramente, o dispêndio de mais dinheiro para aquecimento ou arrefecimento.

No âmbito da Engenharia Civil e do mestrado nessa área, o IPB já dá resposta formativa na área da construção sustentável, alertando para práticas que permitam maiores poupanças de energia. No entanto, há outras iniciativas a decorrer, conforme apontou Albano Alves, presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão.

“Há outras iniciativas a decorrer que passam pela educação para o uso eficiente da energia e para a poupança”.

O objectivo do IPB, nessa área, é lançar no mercado profissionais que tenham já essas preocupações e que possam encontrar soluções para requalificar os edifícios já construídos. 



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