Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
15 de Março de 2010

António Veiga nunca tinha o visto o mar quando aos 17 anos se fez marinheiro pela mão de Manuel Teles, o capitão do navio de pesca Sakoba, sequestrado por piratas há quase uma semana ao largo da Tanzânia.

"Ele andava longínquo", diz António, amigo de infância do capitão natural da vila transmontana de Argozelo, no concelho de Vimioso, distrito de Bragança.

No interior profundo, longe do mar, o amigo aguarda notícias "preocupado", mas crente de "vai acabar bem".

 

Fonte: Lusa


 

 

Os consumidores do distrito de Bragança, por vezes, ainda têm receio de reclamar quando não são bem atendidos, nomeadamente, nos serviços públicos do Estado.

A denúncia partiu do próprio Governador Civil, Jorge Gomes, no âmbito de uma iniciativa realizada no Dia do Consumidor, assinalado a 15 de Março, em que foi distribuído à população um Guia dos Direitos do Consumidor.

Jorge Gomes admite que não chegam muitas queixas ao Governo Civil, até porque não é a esta entidade que cabe gerir essa área. No entanto, o governador admite que ainda há receio de denunciar, sobretudo em serviços do Estado, aquilo que considera como “mau tratamento”. Exemplo disso foi uma situação que chegou àquele organismo, denunciando o mau atendimento feito numa repartição pública.

“A pessoa não quis fazer reclamação no Livro porque tinha receio de voltar a essa repartição e ser menos bem atendida”, contou.

O Governo Civil encaminhou a situação e desenvolveu todo o processo, sem nunca identificar o consumidor, mas Jorge Gomes considera que é necessário começar a reclamar “mais”.

“O serviço por vezes é mal prestado porque a organização do Estado funciona assim, mas nós, enquanto consumidores, devemos alertar para isso e fazer as nossas reclamações para podermos melhorar os serviços”, alertou.

Uma opinião partilhada e confirmada por alguns consumidores, como Luísa Tristão que admitiu conhecer os seus direitos mas disse desconhecer a melhor forma de os exercer.

“Saber os direitos, sabemos. O pior é reclamá-los, não sabemos onde e acho que as pessoas têm medo de fazer reclamações, não se sentem à vontade”.

O Governo Civil quis, por isso, alertar para o direito que todos têm de reclamar.

“Os consumidores têm o direito de ser bem atendidos, bem fornecidos e, acima de tudo, de poder reclamar”.

Hoje em dia, todos os estabelecimentos comerciais têm de ter disponível o Livro de Reclamações, um livro que, no entender de Jorge Gomes, “protege o cidadão normal” e que “deve ser usado sempre que se entenda que o comportamento de quem está a atender não é o mais correcto ou o melhor”, ou mesmo quando “o produto que se adquiriu não é aquele que pretendia ou aquele que imaginava”.

Todas as reclamações realizadas no Livro, seja em instituições públicas ou privadas, seguem os trâmites legais e têm resposta.

Ainda assim, a nível distrital, no que diz respeito ao comércio não há conhecimento de muitas queixas ou reclamações. Os problemas são, sobretudo, no que diz respeito aos direitos de autor, nem sempre conhecidos e respeitados pelos proprietários de estabelecimentos comerciais.

Ao longo do dia de hoje decorreu, ainda, em todo o país, uma acção de fiscalização da ASAE direccionada, sobretudo, aos produtos alimentares.


Está cada vez mais difícil levar para Freixo de Espada à Cinta uma prova do Campeonato Europeu de Motocross. A pista está homologada para receber provas nacionais e internacionais mas, segundo Alfredo Castro, da Federação de Motociclismo de Portugal, a actual conjuntura económica tem trazido muitas dificuldades, nomeadamente aos promotores.

“Eu sou comissário europeu e as provas são cada vez mais complicadas de realizar, está cada vez mais difícil porque não se podem fazer provas do europeu sem promotores e os promotores têm cada vez mais dificuldades”, adiantou.

Ainda assim, Raúl Ferreira, presidente da junta local e promotor da prova do nacional na vila, promete que vai lutar e tentar arranjar meios e financiamento para dar mais esse passo: “não vamos desistir de ter aqui uma prova do europeu, sou homem de ir à luta, gosto de concretizar o que penso e com o apoio de outras entidades e da Federação hei-de realizar o campeonato em Freixo”.

Uma das hipóteses, ponderada pelo próprio responsável da Federação, é iniciar em Freixo de Espada à Cinta provas do campeonato europeu nas classes mais baixas – entre os 65 e os 85cc. Ainda assim, Alfredo Castro antevê dificuldades.

“Mesmo assim seria complicado. O problema aqui são as condições de hotelaria. Em termos de parque e de pista, tem todas as condições e todos os anos há melhorias, quer para o público quer para os pilotos”.

Raul Ferreira pondera, no entanto, fazer uma candidatura através do agrupamento europeu Douro/Duero, para assim conseguir financiamento: “podemos pensar em fazer uma candidatura conjunta, com os parceiros espanhóis, uma vez que estamos todos no agrupamento”.

Desistir está completamente fora de questão, como fez questão de frisar: “não vamos desistir, nunca desisti e tenho apoios para concretizar o sonho de trazer para Freixo de Espada à Cinta uma prova do campeonato europeu”.

 

Centenas na prova do Campeonato Nacional

No Campeonato Nacional, a pista de Freixo de Espada à Cinta continua a afirmar-se positivamente, levando àquela vila centenas de simpatizantes e vários pilotos da modalidade. Na última prova, realizada ontem, o piloto Luís Correia conseguiu reforçar a posição de liderança do Campeonato Nacional de Motocross, ao vencer as duas mangas da segunda jornada Elite.

Nas corridas do escalão Júnior, cuja jornada se iniciou na pista transmontana, esteve em evidência o piloto Ivo Fernandes, que assumiu a liderança nas duas corridas.

Ao todo, compareceram 32 pilotos Elite e 34 Juniores, mais 15 jovens dos Troféus de Infantis. Uma adesão que surpreendeu, pela positiva, Alfredo Castro, da Federação de Motociclismo de Portugal.

“Foi uma surpresa terem vindo aqui tantos pilotos porque a distância é muito grande e há pilotos que fazem mais de mil quilómetros para estarem presentes”.

Apesar da crise ter chegado também ao motocross, “um desporto caro”, Freixo de Espada à Cinta continua a afirmar-se nesta modalidade, pela positiva.


 A anunciada reestruturação nacional dos serviços oncológicos levantou suspeitas, nomeadamente junto de forças políticas do distrito de Bragança, de que os serviços oncológicos pudessem encerrar, obrigando os doentes desta região a maiores deslocações.

O Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) fez saber hoje que se prepara para "reforçar os meios e a qualidade de tratamento de doenças oncológicas, o que permitirá dar resposta na região a doentes até agora reencaminhados para outras unidades".

Um dos contributos para aumentar a capacidade de resposta será a criação da nova Clínica Oncológica do Nordeste, na unidade hospitalar de Macedo de Cavaleiros, onde funciona atualmente a unidade oncológica que atende doentes de toda a região.

O reforço dos serviços será possível através de um protocolo de colaboração que o CHNE formaliza terça feira com o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, homologado pela Administração Regional de Saúde (ARS) Norte.

A cerimónia decorre, em Bragança, onde terá também lugar uma reunião dos responsáveis das duas instituições para discutir a realidade oncológica da região e o programa de implementação de novos procedimentos, para uma assistência de maior proximidade aos doentes oncológicos do nordeste.

O protocolo prevê a criação da nova Clínica Oncológica no distrito de Bragança e a consolidação da colaboração entre as duas entidades de saúde, estabelecendo a realização de reuniões semanais e consultas de grupo, com presença física, ou através de videoconferência de especialistas do IPO Porto.

O CHNE passará a ter capacidade para tratar um número de doentes superior aos limites propostos no Plano Oncológico Nacional, e que antes eram reencaminhados para outras unidades, nomeadamente o IPO Porto.

De acordo com o centro hospitalar, o Nordeste Transmontano apresenta elevados índices de prevalência de doenças como o cancro da mama e cancro colorrectal, razão pela qual o CHNE tem programadas campanhas de rastreio junto das populações.

Aquela entidade garante que com os novos serviços estão "reunidas todas as condições, de carácter físico e humano, para que a Unidade Oncológica se mantenha em funcionamento e para que se avance com a criação da nova Clínica de Oncologia, oferecendo aos utentes um conjunto de cuidados e tratamentos de elevada qualidade, e alargando a dimensão de atuação do centro hospitalar".

Fonte: Lusa


Tornar um espaço de uma das escolas energeticamente independente da rede eléctrica, apostar na produção de biocombustíveis, produzir energia eólica para injectar na rede, tornar os espaço físico das escolas em edifícios energeticamente eficientes, instalar painéis fotovoltaicos são alguns dos objectivos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e do seu programa que visa a criação de um parque de demonstração de bioenergias. A aposta visa, sobretudo, a investigação numa área tecnológica em desenvolvimento. Recorde-se que este Instituto tem uma licenciatura em Energias Renováveis, criada recentemente.

Nesse âmbito foi realizado, no passado dia 12, um seminário sobre biocombustíveis, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG). Biachi de Aguiar um dos directores da Unidade de Desenvolvimento de Biocombusteiveis da GALP Energia, orador convidado, referiu que a grande aposta, actualmente, deverá ser na produção de biocombustíveis de segunda geração, ou seja, combustíveis criados a partir biomassa.

Ainda sem essa segunda geração, mediante a qual se poderia transformar resíduos vegetais diversos, ou matéria orgânica, num combustível, o IPB investiu, este ano produção de um biocombustível a partir de óleo de colza, uma oleaginosa que, ao contrário da maioria, se adapta bem a climas frios e continentais. Arlindo Almeida, da Escola Superior Agrária, explicou que esse projecto que está ainda numa fase muito inicial. A sementeira da planta foi feita em Setembro e só no próximo Verão se colherá a semente a partir da qual é possível fazer biocombustível.

No entanto, Bianchi de Aguiar, referiu que em termos de quantidade, o óleo de girassol, cuja produção deverá avançar para abastecer a GALP na zona do Alqueva, poderá ser mais viável. Na região, considera que só será viável a produção de biocombustíveis de segunda geração.

 

IPB produz energia

Entretanto, o Instituto continua a apostar fortemente na investigação, através da criação de um parque de demonstração de energias renováveis.

Segundo Vicente Leite, vice-director ESTIG, as unidades fotovoltaicas das escolas estão já instaladas ( com capacidade de produção de 15 instalados 15 kWh). Neste momento apenas a da ESTIG está em funcionamento. As restantes deverão começar a produzir nas próximas semanas.

Também a curto prazo deverão ser instaladas duas turbinas eólicas nos silos e está em construção uma mini-hídrica junto das instalações da Escola Agrária.

O IPB aguarda o equipamento para a criação de uma unidade de biocombustíveis para produzir energia a partir de óleos usados.  O espaço para receber esse equipamento já está preparado.

No âmbito das experiências tecnológicas em bioenergias, a ESTIG está a montar dois veículos monolugares, um eficiente e outro que funcionará a energia solar. Está ainda a ser electrificado um outro veículo.

Durante os próximos dois anos, deverá ser implantado um projecto para alimentar o edifício da biblioteca da ESTIG autonomamente, sem qualquer alimentação externa da rede eléctrica, ou de outra forma de energia. Isso será feito através de energia fotovoltaica. Nesse âmbito, os vidros da biblioteca vão ser substituídos por vidros fotovoltaicos, cuja a instalação deverá ser concluída nos próximos três meses.

“Esta unidade vai começar a ser testada ainda este ano em laboratório, com um conjunto de cabos, criando condições similares às da biblioteca, para podermos validar e para evitar problemas de funcionamento”, explicou Vicente Leite. A alimentação energética da biblioteca de modo autónomo irá requerer um sistema de controlo interno para garantir a estabilidade da corrente.

Deste modo, e como as energias alternativas podem ser intermitentes, vai também instalar-se um gerador a diesel, para quando tudo falhar.  Provavelmente funcionará a bio-combustível produzido na unidade de produção local.

A par de tudo isto, está em execução um programa de eficiência energética, nas escolas do campus do IPB. Esta é o programa que absorve mais investimento, cerca de 1,5 milhões de euros. No parque de demonstração de energias renováveis está a ser investido cerca de um milhão de euros.

Entretanto foi já instalada energia solar térmica para a produção de água quente nas residências de estudantes, nas cantinas e nos bares.

No âmbito deste parque, apenas a energia produzida nos silos, energia eólica, deverá ser injectada na rede. No caso das escolas Agrária, ESTIG e Escola Superior de Educação a energia será para injectar na rede das escolas e será completamente absorvida.    

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 10:18



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