Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
13 de Janeiro de 2010

 Depois de ter afirmado que não estava disponível para se candidatar ao cargo, Telmo Moreno diz ter sido alvo de uma “onda”  que o “obrigou a reflectir” a sua posição inicial e a avançar.

A nova lista surge com para “fazer frente” a uma candidatura que, na opinião de Telmo Moreno, apenas serve “interesses pessoais”. O candidato acusa mesmo José Silvano e Jorge Nunes de estarem a preparar terreno para mais tarde serem candidatos a deputados à Assembleia da República, uma acusação justificada com antigas declarações de Silvano a um jornal regional em que este assumia essa vontade.

“A candidatura de Silvano é uma candidatura perigosa. São candidatos pré-formatados que querem o partido a trabalhar para eles. Eu apresento-me pelo partido, pelas bases e não por interesses pessoais”, afirmou.

Telmo Moreno confessou ainda que foi surpreendido com a candidatura de Silvano através da comunicação social pois, segundo contou, dias antes tinha tido um almoço para discutir uma lista de consenso.

“Se a estrutura, a metodologia e o programa tivessem sido abordados de uma forma séria, não estaria aqui”, referiu, recordando que, em outros momentos da vida política se bateu contra “os generais de Lisboa e os de cá”.

“Eu estou aqui para servir o partido, estou aqui com as bases, como sempre estive e bato o pé aos generais de Lisboa ou aos de cá. A nossa afirmação é do partido e não pessoal”, reiterou.

A apresentação da lista a poucos dias das eleições não preocupa Telmo Moreno que acredita que está em condições de vencer, como em 1995, quando concorreu também contra José Silvano. Em caso de vitória, o candidato assume desde já que “não prescindirá de ninguém” e não coloca de parte a possibilidade de José Silvano vir a ser apresentado como candidato a deputado à Assembleia da República.

“José Silvano é um militante valoroso e não sei até se não terá condições para vir a ser candidato a deputado. Mas isso será algo a ratificar pelo partido”, afirmou.

Com a candidatura de Telmo Moreno está Jorge Fidalgo, vice-presidente da câmara de Vimioso e candidato a 1º vice-presidente, e  Luís Gonçalves, de Macedo de Cavaleiros, a 2º vice-presidente.

À Assembleia Distrital candidata-se José Luís Correia, presidente da câmara de Carrazeda de Ansiães, e ao conselho de jurisdição distrital é candidato Nuno Gonçalves, vereador social-democrata em Torre de Moncorvo.

Telmo Moreno assumiu a sua candidatura à liderança da distrital do PSD para evitar, assim, que o partido, a nível regional, “se desvie do rumo certo”.

A lista de José Silvano, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, é composta por Luís Afonso e Maria José Moreno, como candidatos à vice-presidência da Comissão.

Nesta luta interna, Silvano é acompanhado por Jorge Nunes, cabeça de lista para a Assembleia Distrital, e Júlio de Carvalho, um dos fundadores do Partido em Bragança, candidato ao Conselho de Jurisdição. 

Fonte: Mensageiro

publicado por Lacra às 11:24

 A Câmara Municipal de Bragança já adquiriu os terrenos onde estão situadas as casernas do antigo Quartel de Bragança para lá instalar, de forma definitiva, a feira da cidade, de modo a permitir condições que actualmente não existem.

Ontem, chuva intensa levou a que muitos feirantes não chegassem a montar a tenda e outros fossem embora mais cedo. Isto porque a água e a lama tornaram, sobretudo, a parte inferior do recinto impraticável.

"É o que se vê e não há condições para trabalhar. A maior parte foi embora”, explicou Virgílio um feirante vindo de Viseu. Por esse motivo, alguns feirantes foram à Câmara Municipal pedir melhores condições.

“Não nos pondo aqui uma gravilha sujamos o pano todo e depois cai aquela água e sujidade para cima de mercadoria” referiu Luís Dias, de Macedo de Cavaleiros, que nem chegou a montar a tenda com medo de estragar os seus artigos.

Este foi um dos feirantes que foi falar com Rui Caseiro, o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança, pedir ao município uma melhoria do espaço. Rui Caseiro explicou ao Mensageiro que a Câmara já introduziu algumas melhorias e que, dentro de cerca de dois anos, os comerciantes terão um dos melhores espaços de feira no do país, a construir no terreno dos antigo Quartel, ou seja, numa zona central da cidade. Esse será um espaço com piso totalmente pavimentado e dotado de todas as condições.

O projecto está neste momento em elaboração. Entretanto, e para melhorar o actual espaço, quando as condições climatéricas são mais adversas, a Câmara Municipal vai colocar gravilha no chão, tal como foi reivindicado pelos comerciantes, e melhorar a escorrência de águas. Isso só poderá acontecer após haver uma melhoria do tempo e terreno ficar mais seco.

Esta foi a segunda vez, num curto período, que, devido ao mau tempo, muitos feirantes não puderam fazer a feira em Bragança. Antes do Natal, uma das feiras mais lucrativas do ano, por causa da neve, só meia dúzia chegaram a montar o stand e a maioria foi embora a meio da manhã.

 

Fonte: Mensageiro

publicado por Lacra às 11:23

 A Cruz Vermelha de Bragança esteve em Babe e Laviados a efectuar um rastreio à população com mais de 65 anos. A iniciativa insere-se no projecto da Popota, patrocinado pelo Modelo, e cujos fundos reverteram para este projecto de apoio à população sénior.

Durante toda a tarde, os voluntários da Cruz Vermelha rastrearam os índices de glicemia, massa corporal e colesterol dos idosos daquela freguesia, ao mesmo tempo que efectuaram um inquérito sobre acuidade visual. Com esta iniciativa, que já percorreu outras aldeias do concelho de Bragança, os voluntários da Cruz Vermelha pretendem conhecer melhor a saúde dos idosos de modo a desenvolver acções mais direccionadas, conforme explicou Milton Roque, assessor da direcção.

“No final vamos fazer um tratamento estatístico dos dados e vamos ver em que áreas é que devemos actuar”, explicou.

O rastreio à população idosa tem permitido conhecer melhor o estado de saúde da população sénior de Bragança e os dados não são animadores: cerca de 70 por cento da população tem apresentado valores mais altos do que aqueles que são considerados normais.

“Temos encontrado muitas pessoas medicadas mas que, precisamente por estarem medicadas, cometem alguns abusos”, explicou o responsável.

A sensibilização para os bons hábitos alimentares e para rotinas diárias mais saudáveis tem sido, por isso, um dos principais objectivos da Cruz Vermelha.

“Hoje os rastreios já se podem fazer em vários locais, é preciso é que haja sensibilização e informação sobre as principais doenças que afectam a população sénior e sobre as melhores formas de prevenção e, por vezes, são coisas tão simples como fazer mais uma refeição por dia”, explicou Milton Roque.

A Cruz Vermelha realizou esta acção em Babe e Laviados a pedido da Junta de Freguesia local, conforme explicou o responsável da instituição.

“Normalmente é a Cruz Vermelha que propõe algumas localidades e que depois averigua a disponibilidade junto das juntas de freguesia. Neste caso, foi a Junta que propôs que a acção se realizasse e que sensibilizou as pessoas para estarem presentes”, apontou.

O autarca local, Alberto Pais, explicou que pretendeu assim sensibilizar a população para os cuidados de saúde: “nas áreas rurais há algum desleixo com os cuidados de saúde e depois há a questão das deslocações a Bragança que também causa alguns transtornos às pessoas mais idosas”.

 

Mais apoio médico à população

 

A freguesia de Babe é uma das freguesias que tem protocolado com a Administração Regional de Saúde (ARS) a deslocação de um médico à localidade por forma a dar resposta à população idosa. No entanto, segundo o autarca, o serviço não está a funcionar a 100 por cento e isso tem provocado alguns constrangimentos junto da população.

Apesar da aldeia não estar a grande distancia de Bragança, o transporte público é efectuado apenas duas vezes por dia, ao início da manhã e ao final da tarde, conforme explicaram alguns dos idosos que participaram na iniciativa.

“Há pessoas que nunca vão ao médico porque é difícil ir a Bragança. Temos de apanhar o autocarro e quem não tem dinheiro para vir de táxi é obrigado a ficar na cidade o dia inteiro”, apontou Maria do Carmo. A ida do médico à aldeia é, por isso, encarada com grande expectativa, embora, actualmente, a frequência não seja do agrado dos populares.

“O médico vem cá, mas não vem as vezes suficientes. Passa meses sem vir cá”, contou outra das habitantes, apontando que o ideal seria uma visita quinzenal.

O presidente da Junta local está já a fazer os esforços no sentido de conseguir para a freguesia esse serviço, de modo a oferecer aos idosos maiores cuidados de saúde.

“As pessoas têm feito algumas queixas e estamos a tentar resolver essa situação até porque temos idealizados outros serviços que estão dependentes do médico vir ou não”, contou.

Alberto Pais pretende chegar a um acordo com uma farmácia para que a medicação possa ser entregue ao domicilio, mediante a vinda do médico.

“Estamos apenas em negociações, ainda é apenas uma intenção que vai depender da vindo do médico”, explicou o autarca.

 

publicado por Lacra às 08:00



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