Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
31 de Janeiro de 2010

A Linha do Tua é uma linha de caminho-de-ferro de via estreita, que liga a estação da Foz do Tua, inserida na Região do Douro Vinhateiro – Património da Humanidade (UNESCO – 2001), onde passa a Linha do Douro, à cidade e capital de distrito, Bragança. É uma obra-prima da engenharia portuguesa com 120 anos de História, cujo arrojo permitiu a passagem dos comboios pelos rochedos intransponíveis do vale do Tua e pelas serras do Nordeste Trasmontano. Movimenta todos os anos dezenas de milhares de turistas que aqui vêm de propósito para visitar o vale e viajar no comboio, em união com o turismo no Douro – com a reabertura da Linha do Douro à Espanha serão ainda mais – e milhares de outros passageiros, sobretudo locais, que não dispõem de outro meio de transporte para além do comboio, para as suas deslocações diárias – escola, centro de saúde, feiras.
Não obstante todo o valor que a Linha e o Vale do Tua representam a nível nacional e internacional, o Governo pretende impor, contra o parecer de vários organismos idóneos e contra o bom senso que a todos os governantes é exigido, com ilegalidades e uma celeridade imprecedentes, a construção de uma barragem na foz do Tua, cujas cotas projectadas irão submergir parte da Linha do Tua, deixando-a sem ligação à Linha do Douro, vital à sua sustentabilidade e manutenção como eixo principal de comunicação da região.

 

A Barragem do Tua significará o seguinte para a região Trasmontana:

•Destruição do último caminho-de-ferro do distrito de Bragança, o pior de todos em níveis de transportes públicos e mobilidade dos seus habitantes;


•Destruição de olivais e de vinha da Região Demarcada do Douro, directamente por submersão, e indirectamente por uma área mais vasta com o aumento dos níveis de humidade, calor e gases com efeito de estufa;


•Destruição das Caldas de Carlão e de São Lourenço;


•Criação nula de postos de trabalho. Enquanto durar a construção da barragem, esta será maioritariamente suportada por mão-de-obra que não é local mas sim trazida de fora por subempreiteiros, à semelhança de outras obras deste tipo. Concluída a obra, os postos de trabalho desaparecerão da região, sendo a conservação e gestão da barragem feita por uma equipa de técnicos que não são da zona, e a barragem será controlada a partir da Barragem de Bagaúste;


•Serão construídas mais linhas de alta tensão, com todos os problemas de saúde a si associadas;


•Constituirá mais um ponto de fuga de riqueza da região, uma vez que as empresas que vão usufruir da construção e exploração da barragem não são sedeadas em nenhum dos concelhos atravessados pelo Rio e pela Linha do Tua.

 

Subscrevemos com esta petição a implementação das seguintes medidas:

 

1.Melhoria do serviço na Linha do Tua, com mais circulações e melhores ligações com a Linha do Douro, horários ajustados às necessidades da população local, material circulante com melhores condições (que incluam mais espaço para bagagens, mais lugares sentados, e WC, pois são viagens que podem ir até 2 horas), e velocidade comercial superior, tornando-a mais competitiva;
2.Classificação da Linha do Tua como Monument

o Nacional, dadas as suas características de engenharia portuguesa únicas, e de envolvente Humana e Natural no Vale do Tua;


3.Reabertura da Linha do Tua entre Carvalhais e Bragança;


4.Construção de uma ligação ferroviária entre Bragança e a Puebla de Sanábria, para permitir a ligação às redes convencional e de alta velocidade espanholas;


5.Regresso do material histórico ferroviário relevante à região, nomeadamente a torre de água de Bragança, lanternas e relógios das estações, e reabertura rápida e em condições condignas do Museu Ferroviário de Bragança;


6.Impedimento definitivo da construção de barragens, ou qualquer estrutura de dimensão similar, na área do vale do rio Tua e na área classificada Património da Humanidade, que implique a destruição de qualquer troço da linha do Tua.

 

Assine e divulgue: http://www.petitiononline.com/tuaviva/petition.html

 


 

O coordenador do projeto, António Amorim, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), disse à agência Lusa que a equipa de investigadores não aceita nem a decisão da FCT nem os argumentos do júri.

António Amorim realçou que este 'chumbo' pode pôr em causa a continuação de um estudo inovador sobre comunidades judaicas de Bragança, cujos resultados preliminares foram publicados recentemente no American Journal of Physical Anthropology (Revista Norte-americana de Antropologia Física).

Nesse estudo, a equipa de cinco investigadores portugueses detetou linhagens típicas do Próximo Oriente dez vezes mais frequentes do que no resto do país em comunidades do distrito de Bragança que se identificam como sendo de origem judaica.

No projeto submetido à FCT, intitulado Traçando a história dos Judeus Sefarditas pela genética: criptojudeus e a segunda diáspora, os avaliadores consideraram que a apresentação deste tipo de projetos «cria sérios problemas a todos os níveis - filosófico, ético, político, religioso e histórico».

«Um estudo genético deste tipo abre a porta a toda a espécie de manipulação ideológica», referem os avaliadores, que dizem temer também «danos morais e intelectuais» de «extensão considerável» em comunidades «rurais e frágeis».

O projeto envolveria 16 investigadores, 10 dos quais doutorados, e cinco unidades de investigação: IPATIMUP, Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Centro de Estudos Sefarditas 'Alberto Benveniste', Centro de Investigação em Antropologia da Universidade de Coimbra e Society of Crypto-Judaic Studies.

 

Lusa / SOL

30 de Janeiro de 2010

 O Conselho Coordenador dos Instituto Superiores Politécnicos (CCISP) reuniu-se hoje, em Bragança, com o presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), o organismo que irá proceder à análise e certificação de todos os cursos superiores.

As diferentes instituições públicas e privadas têm de entregar até 05 de Abril à Agência toda a informação para a avaliação dos cursos.

Os institutos politécnicos resolveram, segundo o presidente do CCISP, "fazer uma avaliação prévia, no sentido de tentar ver numa primeira triagem os cursos que são manifestamente maus" e que serão retirados da oferta formativa.

"Esses cursos irão para uma avaliação mais cuidada para ver se podem ou não continuar a funcionar", explicou Sobrinho Teixeira, acrescentando que esta primeira triagem será feita ainda este ano.

"A avaliação destes cursos decorrerá em separado daqueles que oferecem já algum grau de confiança e que entrarão num processo de avaliação normal, [e que serão] avaliados de cinco em cinco anos", disse.

Sobrinho Teixeira alertou, no entanto, para a necessidade de "algum bom senso" pois existem alguns cursos "mais embrionários" em que não é assegurado o determinado por lei, mas que "também não se podem fechar porque senão o país nunca desenvolverá essas competências".

Por outro lado, "há outros casos em que há já uma oferta de corpo docente com competência, mas em áreas em que não faz sentido que existam" cursos, disse.

A reunião do CCISP contou com a presença inesperada do ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, que disse apenas acreditar que "a esmagadora maioria das instituições e dos cursos têm condições" para continuar a funcionar.

"Mas temos também consciência de que todos aqueles que prevaricarem, que tiverem baixado a qualidade, devem ser eliminados do sistema", declarou.

A reunião com o ministro serviu para os politécnicos debaterem o "contrato de confiança" celebrado recentemente entre o Governo e as instituições de ensino superior e no âmbito do qual serão disponibilizados 100 milhões de euros para a qualificação de 100 mil activos.

Os politécnicos pedem também que este contrato ajude a desenvolver outros projectos, como a criação de centros de investigação aplicada, cuja avaliação seja feita, não pelo número de publicações científicas, mas pela capacidade de aplicação ao mundo empresarial.

O CCISP quer também um programa que afirme a transversalidade do ensino politécnico a nível europeu e apoie a afirmação do sistema no desenvolvimento do ensino politécnico nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Mariano Gago garantiu que estas questões estão contempladas no contrato, que define inclusive quanto cabe a cada instituição. Estas, por seu turno, têm as próximas seis semanas para concluir os planos para cumprirem as metas com que se comprometeram.

 

Fonte: Público

publicado por Lacra às 10:18
29 de Janeiro de 2010

Américo Pereira, presidente da autarquia de Vinhais e recém-eleito presidente da secção de áreas protegidas da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), quer discutir com o Governo a revogação da actual legislação imposta pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

O autarca tem em agenda uma reunião com o ministério da tutela para tentar encontrar uma solução mediadora entre as autarquias com áreas protegidas e o ICNB. Pretende-se que o ICNB volte a integrar as autarquias nas direcções dos parques naturais e que se volte atrás em relação aos Planos de Ordenamento, bem como em relação às taxas e licenças, suspensas recentemente pelo Governo.

Américo Pereira considera que é “fulcral” que os residentes dos parques naturais, as populações, sejam ouvidas pelo ICNB através da representação, nos conselhos directivos, pelas câmaras e juntas de freguesia.

“Os parques têm dono - são os particulares. Como é que alguém pode vir gerir esses mesmos terrenos deixando os donos de fora? É uma coisa que ninguém percebe”, atira.

A questão coloca-se ainda com maior pertinência quando se falam dos Planos de Ordenamento, planos que, no entender de Américo Pereira são “demasiados restritivos para aquilo que têm sido as tradições, quer agrícolas, quer de outra natureza”.

Outro dos problemas apontado pelo autarca é a questão das licenças e taxas impostas pelo ICNB à realização de uma série de actividades dentro dos parques naturais e que foram, recentemente, suspensas pelo Governo. Presidente de câmara num concelho inserido em parte do Parque Natural de Montesinho, Américo Pereira tem lidado, frequentemente, com os problemas colocados pelo ICNB às populações locais. Ainda recentemente, segundo contou, um residente em Vinhais comprou uma antiga fábrica de fogo de artifício para transformar numa casa de habitação para férias. O particular teve de pedir um parecer, pagá-lo e a informação que recebeu foi a de que a construção da habitação traria “uma carga ambiental negativa muito forte”.

“A fábrica de fogo artificio não tem qualquer impacto ambiental, mas a habitação tem”, ironizou o autarca.

Américo Pereira considera ainda que “não tem qualquer sentido” que um residente da área natural para vedar 200 metros quadrados de um terreno para colocar um rebanho tenha de pagar 100 ou 200 euros por um pedido de um parecer que, “na maior parte das vezes”, vem negativo”.

O responsável diz que isto acontece porque os órgãos decisores estão muito afastados das populações locais.

“Isto acontece porque o órgão decisor está em Braga e não na região. Portanto, não conhece e não sabe o que se passa”, acusou.

O autarca considera ainda que o parque natural, como instituição, “não existe” e o que existe serve apenas o propósito de “reprimir e taxar”, contrariando as funções para as quais foi criada e seguindo uma linha de visão que coloca, “erradamente”, as populações como “inimigas”.

“De uma vez por todas, as autarquias e as populações não podem ser vistas como inimigas das áreas protegidas. As áreas protegidas estão como estão, graças ao trabalho das populações que ali residem e ao trabalho das autarquias”, considerou.

Américo Pereira foi eleito como presidente da secção de municípios com áreas protegidas, um órgão da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) do qual fazem parte 77 concelhos do país. A constante luta que o autarca tem travado contra determinadas orientações do ICNB foram um dos factores que levaram à sua eleição com a unanimidade dos votos.


 O IP4 esteve cortado, esta sexta-feira, nos dois sentidos, na zona de Lamares (Vila Real), entre as 12h30 e as 12h50.
Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro naquele período vão decorrer trabalhos de escavação com recurso a explosivos, relacionados com as obras de construção da Auto-estrada Transmontana.

 

Fonte: Brigantia

publicado por Lacra às 14:50
28 de Janeiro de 2010

 A Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros vai levar seis atletas ao campeonato regional de kickboxing, que se realiza já no dia 6 de Fevereiro, em Celorico de Basto. Aqui serão apurados os que irão participar no campeonato nacional e a amostra transmontana dá garantias de qualidade com três campeões nacionais a representar em força Macedo de Cavaleiros, a única localidade que, ao longo dos anos, tem vindo a apoiar esta associação.

Quando criou a Associação, oficialmente em 2006, Luís Durão, o mestre, não contava chegar a 2010 com resultados tão positivos: em cinco anos os atletas já correram todo o país com várias exibições, participações e resultados que não espelham as inúmeras dificuldades com que lutam. Com cerca de 30 praticantes e com escola inscrita na Federação Portuguesa de Kickboxing e Muay-Thai, desde 2004, a Associação já conquistou vários campeonatos regionais por equipas, nos primeiros, segundos e terceiros lugares, e vários palmarés individuais.

A persistência, dedicação e esforço está entranhado no espírito de cada um dos atletas e é nessa força que se apoiam para continuar a lutar, dentro e fora do “ringue”.

Com vidas paralelas, são muitos os sacrifícios que estes jovens fazem para competir e chegar mais longe.

“Temos de fazer muitos sacrifícios e chegamos a por dinheiro do nosso bolso. Muitas vezes, os atletas fazem directas para competir porque não há apoios sequer para ficar num hotel”, contou o mestre.

Ainda que sem o mesmo tipo de apoios que as grandes escolas do litoral, Luís Durão tem desportistas dedicados que adoptaram o lema da modalidade: disciplina, dedicação, humildade, lealdade, carácter e auto-controle.

 

Campeão, “por acaso”

É o caso, por exemplo, de Franclim Fernandes, com 32 anos. Natural de Mogadouro, só já depois dos 20 e muitos anos é que Franclim teve oportunidade de experimentar a modalidade, quando já vivia e trabalhava em Macedo.

“Conheci o mestre numa festa de aniversário de um amigo e foi quando tive contacto com a modalidade. Quis experimentar. Nunca tinha tido essa oportunidade”, contou.

Desde os primeiros treinos até hoje, Franclim tem apostado na persistência para chegar cada vez mais longe. Em 2008/2009 alcançou o seu primeiro título de campeão regional do Norte, em Light-Contact, na categoria sénior, -74 quilos. O Light-Contact distingue-se do Full Contact por não permitir o K.O.. As técnicas são executadas sem interrupção e com controlo da potência apenas acima da cintura. A pontuação é atribuída no final do combate por avaliação dos juízes.

Nesse mesmo ano, Franclim conquistou ainda o título de campeão nacional de Light Contact e, em 2009/2010 conseguiu chegar ao terceiro lugar no Open da Associação de Kickboxing  de Lisboa (AKL). No mesmo ano, mais um título: vencedor do Torneio de Natal de Light-Contact, na categoria de sénior, -74 quilos.

Apesar dos palmarés, é com humildade que Franclim olha para o seu percurso desportivo e quem não souber que está perante um campeão da modalidade, também não ficará a saber pelo atleta.

“Quem viu e sabe, sabe. Quem não viu, não é por mim que fica a saber”, diz com simplicidade.

Uma carreira desportista também não está a ser equacionada. Com um trabalho que lhe ocupa praticamente o dia todo, Franclim tenta treinar “sempre que possível” e conta com a compreensão do patrão para poder ir aos campeonatos. Se assim não fosse, “seria um problema”.

Mais do que um desporto qualquer, o campeão assume o kickboxing como uma actividade que lhe traz as vantagens de qualquer outra modalidade e, acima de tudo, a amizade e convívio de inúmeros atletas da região.

 

Mulheres na luta

Tânia Afonso tem 18 anos de idade e pouco mais de um metro e 55 de altura. De sorriso aberto,  a tímida Tânia não deixa transparecer a lutadora em que se transforma assim que calça as luvas.

Com apenas 16 anos, alcançou o título de vice-campeã regional e do Norte em Light-Contact, -60 quilos. Em 2008/2009 chegou a campeã regional, na mesma categoria. Venceu ainda o Ladies Open e tornou-se campeã nacional. No ano seguinte, a lutadora venceu ainda o Open AKL, mas já nos seniores.

Quando começou a praticar a modalidade, nunca lhe passou pela cabeça chegar tão longe. A família nem sequer achava muita “graça” ao desporto que escolheu praticar. Com “muito treino e dedicação”, Tânia chegou aos palmarés enchendo de orgulho os amigos, a família e a localidade de onde é natural – Carção, no concelho de Vimioso.

“As pessoas sabem que tenho dedicação por este desporto e que pratico por gosto e não por violência. Não gosto de violência”, contou.

Violência também não é algo que agrade a Clicia Queiroz, praticante da modalidade há apenas cinco anos. Foi também um “acaso” que a fez entrar na “luta” e ganhar quatro campeonatos regionais e quatro campeonatos nacionais. Um “acaso” e muita dedicação e força de vontade para treinar ao final do dia, durante cerca de duas horas ou mais.

Desde 2004/2005 que Clicia “colecciona” títulos, tendo chegado a campeã regional do Norte em Light-Contact, na categoria de seniores, +65 quilos, quatro vezes, em 2005, 2006 e 2007. A atleta ganhou ainda três campeonatos nacionais, na mesma categoria e, em 2008, chegou ao título de campeã nacional de Full-Contact, na categoria sénior -70 quilos. O Full-Contact distingue-se do Light-Contact por combinar a técnica com a potência e força. Nesta categoria, as lutas vencem-se por pontos, K.O., desclassificação, abandono, inferioridade física ou técnica.

São precisos “treinos duros e intensos” para ganhar “resistência”. Clicia conta com o apoio da família e dos amigos, mas estes assumem o receio de a ver “magoada” ou com alguma marca de combate.

“Eles têm algum medo que apareça algum dia para trabalhar com alguma marca”, contou, mas o desafio e a vontade de ir mais longe ajudam-na a superar esses pequenos receios.

“Não é fácil alcançar os títulos mas gosto de puxar por mim”, confessou.

 

Um desporto de competição

Tendo este desporto por arte as técnicas de punhos e pernas para técnicas ofensivas e defensivas, é erradamente que, muitas vezes, também por “culpa” do cinema e dos filmes de acção, o kickboxing é associado à violência e até às lutas de rua. No entanto, quem pratica a modalidade com pessoas credenciadas e respeitando os cânones da Federação Nacional, obedece a valores muito claros que negam a violência.

Quando encarado como modalidade competitiva, o kickboxing é mesmo dos desportos que mais tem crescido a nível mundial, “com muitos atletas portugueses a chegar aos títulos europeus e mundiais”, conforme apontou o mestre Luís Durão.

O mestre aponta ainda as mais-valias deste desporto para a coordenação, equilíbrio, aumento da capacidade cardio-respiratória, força, auto-controlo, auto-confiança e auto-estima, bem como concentração, mesmo quando a modalidade é praticada sem qualquer carácter competitivo.

“O objectivo deste desporto é a competição, mas pode ser praticado apenas para manutenção física”, explicou, adiantando, no entanto que, “alguns treinos são um pouco pesados, sobretudo a partir dos 35 anos”.

Acima de tudo, é de notar o espírito desportista que prevalece dentro da Associação, apoiada unicamente pela câmara e pela junta de freguesia de Macedo de Cavaleiros. Como equipa, a Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros pode orgulhar-se de ter alcançado o título de campeã regional por duas vezes, na categoria de Light-Contact, seniores, bem como o título de equipa vice-campeã regional de kickboxing Full Contact (2008/2009). Ainda como equipa, a Associação alcançou vários títulos de campeã e vice-campeã regional nas categorias de seniores, cadetes, iniciados, juvenis e juniores. 

No dia 6 de Fevereiro seis dos atletas da Associação irão competir no Regional, modalidade de Light-Contact, seniores, para o apuramento para o Campeonato Nacional. São eles: Tânia Afonso (-55 quilos); Clicia Queiroz (+65 quilos); Hélder Ferreira (-74 quilos); António Félix (-63 quilos), Daniel Cláudio (-84 quilos) e Franclim Fernandes (-74kg).

São alguns dos melhores atletas que com muito sacrifício têm alcançado grandes conquistas nacionais mas que, ainda assim, são menos reconhecidos que algumas equipas de outras modalidades distritais.


 Bragança é a região que percentualmente mais perde e Lisboa o distrito menos afectado de 2009 para 2010 na distribuição distrital das verbas do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC).

O distrito de Bragança perde quase cem por cento das verbas inscritas em PIDDAC, passando de 88,6 milhões de euros para agora pouco mais de um milhão.


Fonte: LUSA

 

publicado por Lacra às 09:38
27 de Janeiro de 2010

 O Teatro de Bragança já definiu a programação de espectáculos para os próximos seis meses e promete levar cada vez mais público àquele espaço cultural. Em Fevereiro, a música está em alta com o regresso da rubrica “Noites Frias, Vozes Quentes” e a vinda de dois nomes incontornáveis da música portuguesa: Pedro Moutinho e Joana Rios.

O mês abre com o espectáculo de Paco Diez, no dia 6 de Fevereiro. Com voz, gaita, guitarra e percussão de Paco Diez, os “La Bazanca” vão apresentar todo um trabalho de recompilação, classificação e adaptação do saber tradicional da cultura musical ibérica. O espectaculo será gravado ao vivo e assinala os 30 anos dos “La Bazanca”.

Pedro Moutinho é o senhor que se segue com três álbuns premiados e elogiados pela crítica nacional: “Primeiro Fado”; “Encontro” e “Fados”. Irmão de Camané e Hélder Moutinho, dois marcos do novo fado português, Pedro descobriu o fado aos 11 anos e aos 19 já integrava o Clube de Fado Amália.

Ainda na mesma rubrica, o Teatro recebe, no dia 20 de Fevereiro, os jovens cantores da Enchanted Opera Evening, com um reportório bem conhecido e apreciado.

A sonoridade intensa de Joana Rios tem lugar no dia 25 de Fevereiro, data em que a cantautora virá a Bragança apresentar o seu mais recente trabalho – “Três Desejos”.

Antes disso é ainda tempo das boas peças teatrais, no dia 13 de Fevereiro, com a “Canção do vale”, da companhia Teatro dos Aloés, numa tradução da peça de Athol Fugard. “Canção do vale” é um empolgante texto que parte de uma situação particular de uma África do Sul pós “Apartheid” que se universaliza dando conta das diferenças das memórias dos que lutaram pela liberdade e pela igualdade.

A fechar o mês, novamente o teatro com a companhia Peripécia a representar, no dia 27, a peça “Mamã?!”, na qual uma mulher comicamente grávida e um músico “divertidamente porreiro” constroem um espectáculo cheio de humor e sensibilidade.

 

Março – mês do Teatro

Mas é em Março que o teatro ganha mais força como actividade cultural com o Teatro de Bragança a dedicar a esta arte praticamente todo um mês. As crianças são o público privilegiado com a exibição da peça “O Patinho Feio”, inspirado num clássico da literatura, da autoria de Andersen. A peça sobe ao palco nos dias 3, 4, 5 e 6 de Março, às 10h30 e às 15h00.

Bailarinas expulsas dois melhores music-halls de Paris, cómicos espancados nos nights clubs de Nova Iorque, mágicos fugidos dos circos mundiais, entre outros, são as personagens do Caravan Cabaret. A co-produção da companhia Baal 17 e da Al-Masrah Teatro traz um espectáculo de “vanguardismo fulgurante” que antecede a abertura do 27 – Festival Internacional de Teatro (FIT).

 

FIT à espera de Eunice Muñoz

No âmbito do FIT está prevista a vinda da consagrada Eunice Muñoz, com o espectáculo “O Ano do Pensamento Mágico”.

Helena Genésio, directora do Teatro Municipal de Bragança, não garante a vinda da actriz mas eleva as expectativas: “ainda não está confirmado, mas tudo indica que se vai realizar”.

Confirmada está a presença da dupla amigável António Feio e José Pedro Gomes. Os actores vão ser homenageados no âmbito do Festival e vão ter direito a uma placa  evocativa, com o nome, nas paredes do espaço cultural.

Também está confirmada a vinda do Teatro Nacional de São João com a peça “Antígona” – inspirada na obra-prima de Sófocles, bem como a estreia da co-produção do Teatro da Garagem com o Teatro de Bragança e a autarquia – “L.A. Lost Angel’s Projet”, uma estreia absoluta agendada para 27 de Março.

Um semestre recheado de cultura que se tem traduzido num aumento de público dia após dia.

 


 De 11 a 14 de Fevereiro Vinhais volta-se a assumir-se como a capital do fumeiro naquela que é já  a mais antiga feira do género no país. Mais do que um certame concelhio, ao longo de três décadas, a Feira do Fumeiro tem conseguido alcançar uma dimensão regional, com cada vez mais produtores de concelhos vizinhos, do distrito de Bragança e de Vila Real, a procurarem expor ali os seus produtos.

Organizada pela empresa municipal Turimontesinho, este ano, a Feira do Fumeiro conta com 80 produtores, dez tasquinhas, 70 artesãos e 50 expositores no espaço gourmet, um espaço destinado aos produtos regionais, como o vinho, azeite, doces típicos, entre outros.

Uma das principais particularidades deste evento é o facto de todo o fumeiro para venda ser proveniente do porco bísaro – raça autóctone com denominação de origem protegida. A organização garante ao visitante a qualidade do fumeiro rastreando todos os produtos dos seus expositores, conforme explicou Carla Alves.

“Todo o fumeiro para venda na Feira tem como matéria-prima a carne do porco bísaro. Só difere o tempero, já que teremos aqui produtores de Alijó, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Valpaços, Alijó, Vimioso e Vinhais”, apontou.

 

Programação de excelência

Mas mais do que vender chouriços ou salpicões, a Feira do Fumeiro assume-se, há vários anos, como uma verdadeira “festa anual” da região. Por isso, foi pensada toda uma programação que contempla várias actividades culturais e musicais, com os “Amália Hoje” a surgirem como cabeça de cartaz naquela que será a sua primeira passagem pela região transmontana, agendada para dia 12 de Fevereiro, às 22h30.

A animação está garantida ao longo dos quatro dias com os grupos tradicionais locais. No dia 13 de Fevereiro será ainda realizada uma grande luta de touros, na qual se esperam centenas de espectadores, à semelhança do que tem acontecido em outras ocasiões.

 

Retrospectiva de três décadas

A retrospectiva de 30 anos de Feira do Fumeiro vai ser o tema de uma exposição museológica a inaugurar na abertura do certame. Para além do registo fotográfico, os visitantes vão poder acompanhar todo o ciclo do porco e do fumeiro, através de antigas peças históricas recuperadas, como seja, o banco onde o porco era morto, o balde para a recolha do sangue, os antigos “latos” onde era fabricado o fumeiro caseiro, entre outros.

A data será ainda comemorada com o lançamento de um livro dedicado ao crescimento do certame ao longo destas três décadas.

São esperados milhares de visitantes e um retorno económico bastante substancial para os produtores e toda a economia local, (restaurantes, unidades hoteleiras locais e limítrofes, comércio, turismo). Só ano passado, a venda directa de fumeiro rendeu entre os 800 mil a um milhão de euros.


 Carlos Correia já não é treinador do Sport Clube Mirandela (SCM). A crise de resultados e exibições precipitou esta decisão após uma reunião, domingo à noite, entre o presidente da direcção e o jovem treinador.

Correia tinha colocado o lugar à disposição, há cerca de um mês, após a derrota frente ao Valenciano, mas, na altura, a direcção não aceitou. No entanto, os resultados continuaram a não aparecer e após a derrota em Bragança, por 3-0, e o empate do passado domingo, em casa frente ao Santa Maria, direcção e Carlos Correia chegaram a entendimento para uma “rescisão amigável”, confirmou Virgílio Gomes, presidente da direcção.

“Depois de termos dado novo voto de confiança, os resultados continuaram a não aparecer e consideramos que já não havia condições para o Correia continuar”, sublinha o presidente do clube alvinegro. “Temos que decidir o que é melhor para o clube e agradecer o excelente trabalho que o Carlos fez no clube”, acrescenta.

Entretanto, já está encontrado o substituto de Carlos Correia. Trata-se de Luís Guerreiro, 59 anos, natural de Lisboa, que exercia actualmente funções no departamento de recrutamento do futebol de formação do Sporting. Luís Guerreiro, tem o curso de treinador de quarto nível e na sua carreira já orientou várias equipas como Olivais e Moscavide, Alverca, Pescadores da Costa da Caparica, Samora Correia, Sacavanense, Marítimo da Graciosa e Portosantense.

“A vasta experiência e não ser da região, encaixam muito bem no perfil do treinador que precisamos nesta altura”, explica o presidente da direcção do Mirandela.

Diga-se, em jeito de curiosidade, que o novo treinador do Mirandela é sogro de Simão Sabrosa, o internacional português que actua no Atlético de Madrid.

Carlos Correia não quer, para já, prestar declarações. O jovem técnico deixa o Mirandela no quinto lugar da tabela classificativa com 25 pontos, resultante de sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas, quando faltam disputar sete jornadas até ao fim da primeira fase da competição, com os primeiros seis classificados a garantirem a manutenção e depois a disputarem a subida, enquanto os últimos seis vão lutar pela manutenção.

Correia termina a sua ligação ao clube como treinador principal, cargo que ocupava desde Janeiro de 2009, altura em que substituiu Jorge Batista, de quem era adjunto na segunda divisão nacional.

 

Fonte: Mensageiro


publicado por Lacra às 10:12



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