Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
25 de Novembro de 2009

Adão Silva não se vai recandidatar às eleições da comissão política distrital do PSD de Bragança.

O acto eleitoral está marcado para o dia 16 de Janeiro, mas o actual presidente já anunciou ao militantes do partido que não vai disputar uma nova corrida.

“Não me vou recandidatar” garante. “Anunciei isso ao militantes na última Assembleia Distrital, pois entendo que neste momento eu não devo ser a pessoa que devo presidir aos destinos da distrital do PSD de Bragança”.

O líder dos sociais-democratas no distrito entende que há outras pessoas que são capazes de dirigir o partido melhor do que ele. “É um exercício de demonstração de que não estou agarrado ao poder e que ele deve ser compartilhado, pois todos devem ter uma oportunidade” afirma, acrescentado que fez uma avaliação. “Será que eu sou capaz de fazer bem o papel que tenho de fazer neste momento?” questiona Adão Silva. “Eu acho que neste momento o PSD deve retomar um novo ciclo na distrital e outras pessoas vão faze-lo melhor que eu” responde.

Adão Silva recusa-se a indicar nomes de possíveis candidatos ao cargo que vai deixar porque não quer manipular o acto eleitoral. “Não faço a menor ideia, qualquer militante, desde que reúna as condições necessárias, pode ser candidato” refere, salientando que “retirando-me eu desta responsabilidade não me fica bem inculcar este ou aquele nome, seria um exercício de manipulação que eu acho que é reprovável na vida político-partidária”.

Os candidatos à presidência da comissão política distrital do PSD de Bragança têm entregar as suas listas até às 24 horas do dia 13 de Janeiro.

 

Fonte: Brigantia

 

publicado por Lacra às 15:09

 A dois dias da tomada de posse, um militante reconhecido do Partido Socialista e membro da distrital de Bragança, Fernando Peixinho critica o regresso de Jorge Gomes ao Governo Civil.
No programa Retórica, emitido pela RBA, o militante socialista diz que Jorge Gomes teve falta de princípios em aceitar voltar para o cargo e acrescenta que é por causa de situações como estas que os cidadãos não confiam nos políticos.
De recordar que Jorge Gomes, saiu de funções para se candidatar pelo PS à câmara municipal de Bragança.
Fernando Peixinho refere que não está em causa o desempenho do antigo e agora novamente indigitado governador, mas sim o apego ao lugar. “O que está aqui em causa para mim é a questão do principio. Do meu ponto de vista este apego aos lugares não faz muito sentido com aquilo que é uma coisa que eu ainda preservo, que é a a ética republicana. Eu acho que quando nós estamos dispostos a abraçar um combate politico só conseguimos ganhar confiança do eleitorado e das pessoas, e só conseguimos credibilizar as nossas mensagens e as nossas causas, se nós mostrarmos muita admiração, muito desprendimento e sobretudo uma atitude de serviços à causa”, refere Fernando Peixinho. Segundo a opinião do socialista “isso não se compagina com situações de entra e sai ou de segurar um lugar para ir, e se a coisa não correr bem voltar para o lugar”. 
Uma voz discordante no Partido Socialista, quanto ao regresso de Jorge Gomes ao Governo Civil.
 Jorge Gomes é empossado na próxima Sexta-feira.

 

Fonte: RBA

publicado por Lacra às 15:07

 Hoje comemora-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência sobre a Mulher.

Desde o início do ano já morreram em Portugal 26 mulheres.

O número de pessoas vítimas de violência doméstica que têm pedido apoio aos médicos de família, que depois são encaminhados para as equipas do núcleo de violência doméstica dos centros de saúde, tem vindo a crescer.

 

Foi o caso de Adriana, nome fictício, que estava saturada de ter maus-tratos constantes do seu companheiro.

“Agredia-me com encontrões, até me rasgava a roupa, mandava comigo contra as paredes, havia discussões sempre que era contrariado” conta. “Queria que fizesse tudo o que ele queria e ás vezes era obrigada a ceder” acrescenta, salientando que “ele agredia-me sobretudo na parte da cabeça e segurava-me os baços com os joelhos dele porque eu tentava libertar-me”.

 

Depois de sucessivos episódios de discussões e maus-tratos, Adriana tentou a separação, mas o companheiro não suportava a rejeição e então começou a persegui-la por todo o lado.

“Tinha falado com ele para nós nos separarmos, mas ele não aceitava ser rejeitado” relata Adriana. “Seguia-me na rua e até tentava atropelar-me e como eu não consegui fugir metia-me dentro do meu carro e ficava lá horas e horas”.

 

Durante meses e meses Adriana viveu um autêntico calvário, até que arranjou coragem e acabou por chegar à equipa do núcleo de violência doméstica do centro de saúde Nº 1. O resultado não podia ser melhor e decidiu conceder este testemunho para que outras pessoas que passem por situações idênticas tenham a mesma coragem para que o futuro não fique para sempre comprometido.

“É importante para alertar as outras pessoas que estejam na mesma situação, para que elas não tenham medo de falar, que procurem ajuda” refere. “Se têm medo de falar com a polícia que procurem o medido de família” aconselha.

 

Na região estão a aumentar os casos de violência doméstica de filhos sobre os pais.

Em quase três anos de funcionamento, o Núcleo de Apoio à vítima de violência doméstica do Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros já recebeu 18 pedidos de auxílio e vários relacionados com agressões de filhos, sobretudo a mães.

 

Este é também um dos factores que leva a que o número de queixas na GNR seja bastante reduzido.

“No serviço social há uma abertura muito grande mas depois quando se trata se apresentar queixa mostra alguma resistência” refere Mariana Silva, assistente social do Núcleo de Macedo de Cavaleiros, de Apoio à Violência Doméstica. “Muitas das situações é por parte dos filhos e aí a vítima ainda tem mais vergonha”.

 

Fonte: Brigantia


A procura de ajuda social está a aumentar em Bragança e é cada vez mais sentida pelas instituições sociais e pelas associações. O núcleo da Assistência Médica Internacional (AMI) tem registado uma maior afluência às instalações e, embora os pedidos não estejam contabilizados, têm chegado de todo o distrito.

António Verdelho, coordenador local do núcleo brigantino, admite que o número de pessoas que procura ajuda na AMI ronde as dezenas, por dia.

“Há muita procura, principalmente nestes últimos meses. Temos lá permanentemente quatro senhoras vizinhas que vêem o que as pessoas precisam e distribuem”, contou.

A AMI fornece apenas roupa, sapatos, livros e, por vezes, medicamentos. Com a ajuda de outras entidades são também organizados peditórios, como aconteceu recentemente com a colaboração com os estudantes do Instituto Politécnico de Bragança ou com as meninas do lar de S. Francisco.

Recentemente a AMI recebeu um pedido de ajuda para uma casa que ardeu no Felgar, concelho de Moncorvo. No entanto, as dificuldades são muitas, como contou o coordenador local: “as pessoas precisavam de roupas de cama, mas infelizmente não tínhamos. Demos o que tínhamos, roupa de vestir e calçado”.

Apesar das dificuldades, Fernando Nobre, presidente da AMI, considera que o núcleo brigantino tem vindo a desenvolver aqui um importante trabalho de solidariedade. À margem da apresentação do seu novo livro infantil, Fernando Nobre deixou vários elogios: “é um núcleo dinâmico, sustentado pelo voluntariado puro e merecedor de toda a minha atenção e consideração”.

 

AMI procura voluntários

A falta de voluntários é um dos principais entraves ao desenvolvimento do trabalho da AMI no distrito, segundo António Verdelho. O responsável conta apenas com cerca de 20 pessoas que, quando podem, fazem acções por todo o distrito. Com mais voluntários, a AMI poderia dar resposta a outras situações e começar, por exemplo, a fornecer alimentos a famílias carenciadas.

“Temos de dar um passo de cada vez. Precisamos de voluntários porque pessoas carenciadas já há, infelizmente”, apontou.

Actualmente a distribuição de alimentos no distrito tem estado impossibilitada não só pela falta de voluntários como pela falta de instalações que permitam o acondicionamento de produtos alimentares. No entanto, como afirma António Verdelho, “para evoluir para outras instalações e dar resposta a mais situações, precisaríamos de ter mais voluntários. Tem de se ter uma coisa de cada vez”.

O núcleo da AMI em Bragança conta com cerca de 20 voluntários e procura envolver mais pessoas nesta missão. Qualquer pessoa pode voluntariar-se para ajudar, através do site da Internet ou dirigindo-se ao núcleo, situado junto à sede do Mãe d’Água.

 

Presidente da AMI apresentou novo livro

 

Numa selva africana, no deserto do Saara ou num qualquer país imaginado surgem personagens ligadas ao bem e ao mal em histórias que alertam para a xenofobia, para o meio ambiente ou para questões de solidariedade social. São as “Histórias que contei aos meus filhos”, de Fernando Nobre, presidente da Assistência Médica Internacional, que esteve em Bragança, na passada sexta-feira, a apresentar a sua obra mais recente.

Na passagem pela cidade onde  o seu avô cumpriu serviço militar, Fernando Nobre quis falar das histórias que viveu e das que contou, bem como daquelas que inventou.

“Tenho quatro filhos, com idades entre os 13 e os 29 anos e sempre lhe contei histórias. Mas não são as que estão no livro. Essas inventei-as no momento”, confessou.

Através de um novo registo, o autor quis transpor para o mundo infantil os valores sociais e morais que têm norteado toda a sua vida e que se reflectem na sua dedicação aos outros. A obra difere em larga escala dos seus anteriores livros, baseados em histórias reais, mas alcança um mesmo objectivo de transmitir valores de tolerância, paz e solidariedade.

“São histórias pelas quais tento transmitir os valores que recebi dos meus pais e dos meus avós”, apontou o autor.

publicado por Lacra às 09:26



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