Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
29 de Setembro de 2009

 

No rescaldo das legislativas, PS, PSD, CDS, BE e CDU, carregam “baterias” para o próximo acto eleitoral: as autárquicas. O PS ganhou a nível nacional, mas no distrito foi o PSD que arrecadou mais votos elegendo dois deputados, Ferreira Gomes e Adão Silva, enquanto que o PS elegeu um deputado, o cabeça de lista Mota Andrade.

A vitória teve assim um “sabor amargo”, já que o PS contava eleger dois deputados, há semelhança do que aconteceu legislativas de 2005, em que a região elegia quatro deputados.

“A representação parlamentar do distrito fica mais fragilizada”, considerou Mota Andrade, presidente da distrital rosa e segundo deputado eleito pelo distrito. Crítico com a eleição do deputado do PSD, Ferreira Gomes, natural de Penafiel, Mota Andrade considera que “perdeu Bragança e ganhou o Porto”. “Perdemos um deputado, fruto do número de eleitores que não temos para assegurar a eleição de quatro, e perdemos outro deputado que é o cabeça de lista do PSD, que tudo indica que continuará a viver no Porto”, apontou.

Analisando os resultados, concelho a concelho, Mota Andrade, bem como alguns militantes, consideraram que a vitória teria sido possível, se os votos não tivessem ido para o Bloco de Esquerda.

Ainda assim, o deputado e candidato à Assembleia Municipal de Bragança, considera que os resultados “auguram boas expectativas” já que, por exemplo no concelho de Bragança, o PS saiu vencedor em várias freguesias rurais, como Carragosa ou Macedo do Mato.

“Actualmente temos quatro câmaras, queremos ter mais. Alfandega da Fé é uma grande aposta e em Miranda do Douro houve quase um empate, o que neste concelho é um dos melhores resultados do PS na história da democracia. No geral os resultados não são desanimadores para a luta que se aproxima”, considerou.

A vitória PS permitiu a Mota Andrade garantir que a A4, IP2 e IC5 são obras para continuar e que a urgência médico-cirúrgica de Mirandela não vai encerrar. O deputado socialista aproveitou ainda para criticar os “boatos” sobre o encerramento daquele serviço e a aparente “despreocupação” dos autarcas social-democratas sobre o silêncio de Manuela Ferreira Leite sobre o IC5 e IP2, elogiando a posição então assumida pelo presidente da distrital laranja, Adão Silva.

“Lamento profundamente que os autarcas do PSD não se tivessem preocupado, como se preocupou Adão Silva, com o desastre que seria para o distrito se Manuela Ferreira Leite tivesse ganho as eleições, nomeadamente pela paragem do IC5 e do IP2”.

Mota Andrade lembrou ainda o trabalho realizado, como deputado do distrito, durante a anterior legislatura, nomeadamente ao nível do lançamento das acessibilidades e da colocação de serviços, como a ASAE ou a Direcção Geral de Agricultura, na região, garantindo que irá defender com “empenho” os anseios dos transmontanos.

 

Ferreira Leite “foi injusta”

Adão Silva , presidente da Comissão Política Distrital do PSD e terceiro deputado eleito pelo distrito de Bragança no passado Domingo, disse que a derrota do PSD teve um sabor a vitória, porque, a nível distrital, o PSD venceu na maioria dos concelhos, o que traça perspectivas optimistas para as eleições autárquicas.

“Para nós é uma derrota ligeira, com sabor a vitória. No distrito fizemos o que podíamos”, disse. Após os resultados das legislativas, Adão criticou frontalmente a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, tendo começado por dizer que, se no início da campanha o PSD estava numa situação bastante paritária com o PS, “aparentemente a campanha provocou uma perda de votos”. Adão Silva acrescentou que “a derrota a nível nacional foi uma derrota com algum significado”.

O líder distrital criticou ainda, pela primeira vez, abertamente, a escolha que Manuela Ferreira Leite fez para cabeça de lista pelo distrito de Bragança, classificando-a de injusta para com o trabalho feito pelas estruturas distritais e concelhias do PSD. Além de injusta, a atitude da líder nacional foi “sobretudo de um flagrante desrespeito por aquilo que foi uma indicação muito clara a nível da estrutura distrital, que foi aprovar por unanimidade e aclamação um nome”, afirmou Adão Silva, tendo explicado que não se prenunciou antes porque estava em causa um processo eleitoral que não podia ser prejudicado pelas decisões da líder.

Adão Silva sublinhou que colocar no distrito uma pessoa que não o conhece resultou em dificuldades que os responsáveis das estruturas locais procuram colmatar. “Da nossa parte procurámos ter uma atitude de elevadíssima elegância com o senhor professor José Ferreira Gomes, que também aproveito para saudar. Aliás, é por ventura o menor responsável de ter vindo parar como cabeça de lista a Bragança, mas, verdadeiramente, a senhora presidente devia ter tido uma atitude mais certa, mais justa, mais adequada, com aquilo que era o trabalho e as aspirações dos militantes do distrito de Bragança”.

O líder distrital elogiou o trabalho das concelhias do PSD, aos quais atribuiu, sobretudo, os méritos da vitória, e traçou um prognóstico positivo para as eleições autárquicas. Isto porque o PSD ganhou em todos os concelhos onde é Câmara, com excepção de Alfandega da Fé. No entanto, nesse caso a margem de votos de diferença relativamente ao PS foi muito curta e, nesse concelho, tal como em outros, o PSD concorre às autárquicas coligado com o CDS-PP. O PSD venceu ainda em concelhos onde o PS detém o poder municipal, como é o caso de Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo. Apenas Vinhais e Vila For se mantiveram “féis” ao PS nestas eleições.

 

Votos à direita e à esquerda

Quem ganhou mais votos no distrito, em relação a 2005, foi o CDS-PP, o BE e a CDU.

Nuno Sousa, cabeça de lista pelo CDS no distrito de Bragança, considera que foram assim atingidos os objectivos “realistas e concretos da campanha”. O reforço da votação é encarado como o “resultado do trabalho partidário de implementação do CDS”  em concelhos em que os populares eram já dados como “extintos”.

Para Nuno Sousa “começa agora a surgir uma nova chama” que poderá traduzir-se em bons resultados autárquicos já que o CDS apresenta-se, em vários concelhos, coligado com o PSD.

Tal como a nível nacional, a quarta força mais votada no distrito foi o Bloco de Esquerda. O candidato pelo distrito, Luís Vale, admite que o crescimento do BE possa ter sido feito à custa de alguns “votos de protestos” de “classes humilhadas pelo anterior Governo”. No entanto, o dirigente bloquista aponta que o mesmo é válido para outros partidos, como o CDS.

A duplicação do número de votos vem dar ao BE “um novo ânimo” para as autárquicas em que se espera, pelo menos, “uma repetição da votação eleitoral”.

Já para a CDU, mais importante do que os votos foi a “perda de maioria absoluta do PS”, sobretudo no distrito. “Aqui o PS perdeu muitos votos, o que demonstrou o descontentamento dos eleitores da região com as políticas nacionais”.

A candidata pela CDU, Manuela Cunha, admitiu estar consciente que o partido que representa não elegeria nenhum deputado pelo distrito de Bragança, mas salienta que isso não será impedimento para continuar a “dar mais voz ao distrito” na Assembleia da República.

“A CDU foi a força que deu mais voz ao distrito na Assembleia da República e há o nosso compromisso de, mesmo com estes resultados, não deixaremos de defender o distrito de Bragança”, assumiu.

 

Fonte: Mensageiro Notícias

publicado por Lacra às 15:51

 O segundo comandante e o chefe de equipa dos Bombeiros Voluntários de Vimioso foram identificados, pelos GIP’s da GNR, durante o combate a um incêndio na aldeia de Avinhó, em Vimioso.

Os bombeiros preparavam-se para combater o incêndio recorrendo à técnica do contra-fogo. No entanto, o grupo de homens da GNR que se encontrava no local não terá concordado com o recurso a tal técnica.

Segundo fonte dos bombeiros, o contra-fogo foi autorizado pelo comando distrital e essa terá sido a informação transmitida ao GIP’s. O grupo da GNR terá insistido que na ilegalidade do recurso a este método e, após alguns momentos de tensão entre os homens de ambas as equipas, terão identificado o segundo comandante e o chefe de equipa dos Bombeiros de Vimioso.

O comandante da corporação, Noel Afonso, discorda da atitude do GIP’s e entregou já um relatório de protesto ao comando distrital.

“O contra-fogo foi autorizado pelo comando distrital, como está registado, mas os GIPS insistiram na ilegalidade”, contou o comandante.

Esta já não é a primeira vez que a GNR e os Bombeiros colidem no teatro de operações. Já em Setembro do ano passado, em Valpaços, na mesma situação de uso de contra-fogo, o comandante dos bombeiros foi identificado pelos militares da GNR.

O governador civil de Bragança, Vítor Alves, considera, no entanto, que não há motivo para qualquer divergência entre os dois grupos de intervenção até porque está estabelecido quem dá a indicação para iniciar o contra-fogo e quem o pode realizar.

“Há um código de conduta em relação à operacionalidade e aos actores a quem incube determinado tipo de responsabilidades e isto está claro para todos e é enquadrado num comando vertical, hierarquicamente definido que determina o que se faz no terreno”, apontou.

Vítor Alves desvaloriza a situação até porque “combater um incêndio não é tarefa simples”.

“Há uma dimensão afectiva e emocional dos actores que estão presentes e depois há divergências, mas isso nunca interferiu na prática responsável de todos os actores que estão enquadrados no teatro de operações ”, justificou.

O governador confirmou que o assunto seguiu as “vias normais” e que tudo não terá passado de um “incidente” que se resolve recorrendo aos mecanismos inerentes a uma hierarquia de comando.

Os GIP’s foram criados em 2006 tendo por missão executar acções de prevenção e de intervenção de primeira linha em todo o território nacional, em situações de emergência de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes ou acidentes graves.

A missão destes militares é actuar nos primeiros minutos dos fogos florestais, no ataque inicial, sendo depois o combate ao incêndio da responsabilidade dos bombeiros. 

publicado por Lacra às 10:24
28 de Setembro de 2009

As distritais do PSD começaram já esta manhã a questionar a liderança de Ferreira Leite.

Um dos mais incisivos foi o presidente da distrital de Bragança, Adão Silva, que atribuiu a derrota à «falta de perfil» da líder. Já esta tarde, o presidente da Câmara de Mirandela, o social-democrata José Silvano, adiantou que não pretende chamar Ferreira Leite para a campanha porque já antes das legislativas «achava que a mais-valia do partido não era Manuela Ferreira Leite» e por isso vai chamar Marques Mendes.

A participação de Ferreira Leite na campanha para as autárquicas ainda não é certa. A direcção do partido informou esta segunda-feira quea líder não tem nenhuma deslocação prevista para esta semana.
 

Fonte: Diário IOL

publicado por Lacra às 21:29
27 de Setembro de 2009

O PS ganhou as eleições a nível nacional mas no distrito de Bragança foi o PSD que teve a maioria dos votos elegendo dois deputados por este círculo eleitoral: Ferreira Gomes e Adão Silva. O PS elege apenas um deputado, Mota Andrade.

 

 
 
Votantes
53,71%
Votantes: 83.974
Inscritos: 156.333
Resultados de 2005
 
 
Votantes
55,78%
Votantes: 83.227
Inscritos: 149.209
Partido Resultados Mandatos
PS
Partido Socialista
42,07%
35.010 votos
2 mandato(s) para o PS
2
PPD/PSD
Partido Social Democrata
38,99%
32.448 votos
2 mandato(s) para o PPD/PSD
2
CDS-PP
CDS - Partido Popular
9,66%
8.036 votos
B.E.
Bloco de Esquerda
2,43%
2.024 votos
PCP-PEV
CDU - Coligação Democrática Unitária
2,03%
1.692 votos
PND
Nova Democracia
0,74%
616 votos
PCTP/MRPP
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
0,55%
459 votos
PH
PH
0,32%
263 votos
PNR
PNR
0,31%
260 votos
 
EM BRANCO
1.46%
1.218 votos
NULOS
1.44%
1.201 votos
 
Partido Resultados Mandatos
PPD/PSD
Partido Social Democrata
40,51%
34.022 votos
2 mandato(s) para o PPD/PSD
2
PS
Partido Socialista
32,98%
27.695 votos
1 mandato(s) para o PS
1
CDS-PP
CDS - Partido Popular
12,66%
10.631 votos
B.E.
Bloco de Esquerda
6,21%
5.211 votos
PCP-PEV
CDU - Coligação Democrática Unitária
2,41%
2.023 votos
PCTP/MRPP
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
0,61%
513 votos
MEP
Movimento Esperança Portugal
0,38%
320 votos
PND
Nova Democracia
0,36%
303 votos
MMS
Movimento Mérito e Sociedade
0,23%
195 votos
PPM
Partido Popular Monárquico
0,22%
186 votos
MPT-P.H.
FEH - Frente Ecologia e Humanismo
0,19%
160 votos
P.N.R.
Partido Nacional Renovador
0,16%
131 votos
PPV
Portugal pro Vida
0,12%
104 votos
 
EM BRANCO
1.26%
1.055 votos
NULOS
1.7%
1.425 votos

 

Vinhais, Vila Flor e Alfândega da Fé são os únicos concelhos que ficaram pintados a cor-de-rosa.
Ferreira Gomes e Adão Silva, pelo PSD e Mota Andrade, pelo PS, são os três deputados eleitos no distrito.

Em Vinhais, o PS venceu com 41,81 % dos votos, o PSD conseguiu 32,77%. Em Vila Flor, os socialistas ficaram com 36,56% contra 34,58% do PSD.
No concelho de Bragança, o PSD ganhou com 39,07% dos votos, ficando o PS com 32,96%. De salientar que na freguesia de Izeda, PS e PSD ficaram empatados, ambos com 181 votos.
Em Macedo de Cavaleiros, vence o PSD com 41,11% contra 30,83% do PS.
Em Freixo de Espada à Cinta, o PSD ganhou à tangente, apenas por quatro votos, 40,8% para os socias-democratas, e 40,64% para o PS.
Em Vimioso, o PSD ganhou com 51,33%, o PS obteve 34,54% das votações.
Em Carrazeda de Ansiães, o PSD ganhou com 39,77%, e o PS obteve 32,77%.
Os socialistas ganharam em Alfândega da Fé por nove votos, 41,11% contra 40,89% do PSD.
Em Miranda do Douro, o PSD venceu por oito votos a mais que o PS, 40,12% contra 39,35%.
Em Torre de Moncorvo, os sociais-democratas venceram com 40,3% dos votos, contra 37,18% do PS.
43,01% foi com quanto venceu o PSD em Mogadouro contra os 29,38% dos votos, obtidos pelos socialistas.
PSD arranca vitória esmagadora em Mirandela com 43,72% dos votos contra 23,43% do PS.

 

Fonte: RBA


O blog Diário de Bragança promoveu, ao longo destas duas semanas, uma "sondagem" para conhecer a tendência dos votos de que visita este blog.

Nesta "sondagem" o PS ganhava com 40% dos votos de um universo de 333 votantes.

 

Vamos estar hoje à tarde a acompanhar os resultados. Mais do que conhecer os resultados nacionais, interessa-nos conhecer os resultados concelho a concelho do distrito de Bragança. Estes poderão dar-nos um retrato daquilo que serão as próximas eleições autárquicas. Haverá muitas mudanças?

 

A todos os que visitam e participam neste espaço online agradeço a colaboração e espero continuar a contar com todos para chegar mais perto dos transmontanos, todos os dias, com informação diária.

 

publicado por Lacra às 15:00
26 de Setembro de 2009

Comício de apresentação da lista à câmara e às juntas de freguesia encheu o cine-teatro Torralta

Devolver vida à cidade, nomeadamente ao centro histórico, fixar os jovens, potenciar as empresas e o investimento, criar mais proximidade com os cidadãos, dar mais atenção às juntas de freguesia rurais, foram algumas das prioridades avançadas pelo candidato socialista Jorge Gomes

Mota Andrade, candidato pelo círculo de Bragança e candidato à Assembleia Municipal, destacou o trabalho feito pelo Governo socialista nestes quatro anos, no distrito de Bragança

PS Bragança pediu "onda" rosa já no próximo domingo para dar mais força à candidatura de Jorge Gomes

publicado por Lacra às 00:31
23 de Setembro de 2009

O secretário-geral do PS esteve, esta quarta-feira, em Bragança, para apelar aos votos dos transmontanos para as eleições de Sábado. O candidato a primeiro-ministro contou com o apoio da pintora transmontana Graça Morais que subiu ao palco para abrir o comício e falar do “Governo que mais investiu na região e no país”.

Com Sócrates esteve também a transmontana Edite Estrela que pediu “frutos” para a “sementeira” feita pelo Governo.

“Sócrates semeou no Nordeste. Quando o PSD dizia que já havia estradas suficientes, o Governo lançou as estradas retirando a região do esquecimento a que tinha sido votado. É tempo agora de colher os frutos dessa sementeira e dessa determinação”.

Para os socialistas, em causa está a escolha entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, a candidata do PSD, e por isso a tentativa é de concentrar todos os votos, evitando a dispersão à esquerda ou à direita.

Num discurso marcado pelas críticas, Edite Estrela questionou se os portugueses “terão memória curta” ou se ainda se recordam do tempo em que Manuela Ferreira Leite foi ministra da Educação.

“Tratou mal os alunos e tratou mal os professores. Nesse tempo, sim, é que não era dada liberdade aos professores para se manifestarem publicamente, para dizerem o que é que pensavam, para darem as suas opiniões. Ela proibiu os professores de falar com a comunicação social. Aí, sim, é que havia asfixia democrática”, apontou.

Depois da Educação, a dirigente socialista, em tom de ironia e tocando nas gafes de linguagem de Ferreira Leite, falou dos tempos em que a social-democrata foi ministra das Finanças.

“Vendeu ao Citibank os títulos da dívida da Segurança Social, que nós estamos a pagar agora. Ela, sim, é que hipotecou o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos. E nós não queremos uma pessoa dessas à frente do país”, apontou.

Mas as críticas não se ficaram por aqui. O dirigente da distrital socialista, Mota Andrade, quis também apelar aos transmontanos para que “não se deixem enganar pela verdade” do PSD e falou do “medo” de ter Ferreira Leite como primeira-ministra.

“Todos nós nos lembramos do abandono a que este distrito foi votado quando ela esteve no Governo”, apontou Mota Andrade.

A determinação ou teimosia com que muitos qualificam José Sócrates foi também invocada, mas pela positiva.

“As estradas, a A4, o IP2 e o IC5, são um sonho de todos nós que só se vai concretizar porque tivemos um primeiro-ministro que avançou, contra tudo e contra todos”, concluiu.

A fechar o comício José Sócrates falou mais uma vez das estradas e de escolhas. Para o secretário-geral do PS, o que o Governo fez, em termos de acessibilidades, “não foi outra coisa que fazer justiça aos transmontanos”. 


 Num documento enviado à comunicação social, o deputado social-democrata pelo distrito de Bragança e candidato em segundo lugar na lista do PSD, critica a dirigente do partido pela “desastrosa omissão”, aquando da visita a Bragança, sobre a construção do IC5 e do IP2.

As duas vias são consideradas por vários autarcas, do PS e do PSD, como “estruturantes” para o desenvolvimento de todo o distrito. Mas, desde que o PSD apresentou o programa que subsiste a dúvida se estas estradas, a par com a auto-estrada transmontana, são para avançar ou não.

Manuela Ferreira Leite foi questionada sobre o assunto aquando da visita a Bragança, na segunda-feira, mas não deu qualquer resposta aos jornalistas.

Agora, o presidente da distrital PSD e candidato a deputado em segundo lugar na lista, quer saber qual a posição de Manuela Ferreira Leite.

No documento, também enviado à dirigente do partido, Adão Silva refere a “necessidade de assumir publicamente o compromisso”, até porque as obras do IP2 já estão no terreno.

Adão Silva pede a Manuela Ferreira Leite que, até dia 25 de Setembro, encontre uma “formula” para comunicar às populações do distrito “o seu inequívoco propósito de prosseguir a construção do IP2  e do IC5”.

 

Autarcas reagem

Também os autarcas do sul do distrito já reagiram à omissão da candidata social-democrata sobre o IP2 e IC5. O autarca de Freixo de Espada à Cinta, o de Torre de Moncorvo, o de Vila Nova de Foz Côa e o de Vila Flor, assinaram um documento em que manifestam “estranheza” pelo conceito de coesão nacional de Manuela Ferreira Leite deixar de lado acessibilidades consagradas, desde há 30 anos, no Plano Rodoviário Nacional.

Os autarcas afirmam que em causa estão “simples eixos viários que, finalmente, trarão modernidade a todo o território entre Celorico da Beira e Macedo de Cavaleiros, e entre Murça e Miranda do Douro”.

A preocupação é maior tendo em conta as últimas declarações do eurodeputado social-democrata Paulo Rangel que, a 7 de Setembro, declarou que à “obra faraónica de estradas” prefere o investimento nos Metros de Lisboa e do Porto. 

22 de Setembro de 2009

Depois de uma visita, hoje, aos serviços municipais, o candidato socialista, Jorge Gomes, reiterou a necessidade de transferir serviços para o centro da cidade de Bragança, nomeadamente para a Praça da Sé. A transferência da Câmara não está colocada de lado, até porque o candidato considera que o actual espaço onde a autarquia está instalada é exíguo.

“Não há nenhum caso gritante de alguém que esteja muito mal instalado, nota-se que há constrangimentos de falta de espaço”, apontou.

A localização de serviços no centro da cidade faz parte da estratégia do PS para revitalizar toda a cidade. O candidato, natural de Bragança, entende que actualmente há muita “dispersão”.

“As pessoas não têm um centro de encontro, um centro onde se revejam culturalmente. A Praça da Sé continua a ser o ex-libris da nossa terra e é necessário é humanizar esse espaço”, apontou.

A colocação da Loja do Cidadão, que já integra serviços municipais, a par com a Câmara, poderia criar um movimento de centenas de pessoas na cidade, na opinião do candidato.

Já relativamente à questão do abastecimento de água, Jorge Gomes continua a defender a construção de uma barragem com nove metros de altura no lugar de Veiguinhas. O candidato do PSD, o actual autarca Jorge Nunes, afirmou que tal solução corresponde a uma “charca”, acusação a que Jorge Gomes responde dizendo que ambos têm “visões do mundo completamente diferentes”.

Para o candidato socialista seria preferível “ter a barragem de Veiguinhas com nove metros de altura, já feita” e puder apresentar propostas para o seu aumento, bem como recuperar as represas que estão destruídas, do que não ter nada.

“Com a recuperação das represas, os agricultores poderiam fazer o abastecimento de rega. São pequenas coisas mas em termos de capacidade de água retida é muito. Não podemos é continuar a deixar que uma terra rica em água, como Bragança, veja esta desabar na foz do Porto”, concluiu.

Na visita à autarquia e aos serviços dependentes, o candidato quis apenas “dar-se a conhecer”, tendo entregue a cada trabalhador uma carta pessoal. Apesar de, na semana passada, ter falado da existência de receio de represálias, por parte de alguns trabalhadores da câmara, o candidato não pode confirmar esses “medos”.

“Não posso confirmar se há ou não um clima de medo porque não fui em campanha eleitoral, fui apenas apresentar-me como candidato e, nas conversas que tive com os trabalhadores, nunca foi feito nenhum comentário em relação ao funcionamento interno da câmara”, referiu.

 


Com uma campanha “barata”- o orçamento do MMS para o distrito de Bragança é de 500 euros – e com recurso a materiais recicláveis, o novo partido quer chegar junto das populações e debater temas “do interesse de todos os transmontanos”.

A regionalização, por exemplo, é uma das grandes bandeiras que o MMS defende que tem de ser implementada já na próxima legislatura.

“Penso que é do interesse de todos os transmontanos que se avance para uma regionalização administrativa e política e é preciso que todos os partidos dêem os seu contributo”, defendeu Sérgio Deusdado, cabeça de lista do MMS por Bragança.

Numa acção de campanha associada ao Dia sem Carros, os elementos da lista do MMS percorreram a cidade de Bragança de bicicleta, apostando no que classificam de “mentalidade diferente”.

“Quisemos apostar numa campanha de proximidade e não na mentalidade dos autocarros e camiões com grandes propagandas e grandes circos”, frisou.

No entender do candidato, ao longo dos últimos dias os portugueses puderam assistir a uma campanha em que “os principais candidatos se atacaram mutuamente” ao invés de apresentar propostas, usando um “exagero” de meios de campanha.

Deusdado criticou o “despesismo”, “feito à custa dos impostos de todos”, e que tem resultado apenas em votos para as máquinas partidárias.

“O MMS desde a primeira hora que é contra o financiamento público dos partidos. Não nos parece adequado que o dinheiro do erário publico, conseguido através dos impostos, seja depois canalizado para campanhas eleitorais, para partidos que estão no sistema ”, considerou.

O candidato entende que a situação é mais grave tendo em linha de conta que a região vai eleger apenas três deputados.

“Se as pessoas entenderem que esses deputados sejam apenas de dois partidos, vamos ter uma voz mínima, como se viu em anos anteriores. Esse tipo de deputados não faz nada pela região, não acrescenta nada, acrescentará ao partido, mas a nós, enquanto cidadãos não nos tem acrescentado nada”, apontou.

Sérgio Deusdado apontou ainda que, caso o MMS elege algum deputado, a proximidade com os cidadão continuará a ser mantida com a criação de uma linha gratuita que permita aos cidadãos contactar directamente os deputados eleitos pelo MMS.

 

publicado por Lacra às 17:48



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