Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
31 de Maio de 2009

Jorge Gomes assumiu hoje, no encontro distrital autárquico do PS, a candidatura à câmara de Bragança. Depois de ter afirmado à comunicação social que essa não era a sua vontade, o governador civil desfez o tabu e assumiu que afinal foi apenas uma forma de “sossegar os jornalistas”.

 

Jorge Gomes vai pedir a exoneração do cargo, o que deverá acontecer logo que a candidatura esteja formalizada, dentro dos regulamentos legais. Da lista de Jorge Gomes fará também parte o deputado Mota Andrade, presidente da Federação Distrital Socialista, que concorre à Assembleia Municipal.

A candidatura de Jorge Gomes foi apresentada a par com a lista de candidatos socialistas dos restantes concelhos do distrito de Bragança. O PS volta a recandidatar Aires Ferreira, em Torre de Moncorvo; Artur Pimentel, em Vila Flor; José Santos, em Freixo de Espada à Cinta; e Américo Pereira, em Vinhais. Por Alfândega da Fé concorre Berta Nunes; por Carrazeda de Ansiães, Augusto Faustino; por Mogadouro, João Meira; por Miranda do Douro, Artur Nunes; por Macedo de Cavaleiros, Rui Vaz; por Mirandela, Júlia Rodrigues; e por Vimioso o jovem Jorge Fernandes.

 

No evento esteve o dirigente nacional socialista, Miranda Calha, e milhares de pessoas vindas de todo o distrito.

30 de Maio de 2009

O jornal escolar "Outra Presença", da Escola Secundária Abade Baçal, assinala hoje 50 anos de existência. Para comemorar o dia, os alunos e professores envolvidos no projecto, bem como toda a comunidade escolar, convidaram o jornalista Daniel Catalão para falar sobre a profissão do jornalista.

O jornal "Outra Presença" é feito inteiramente por alunos e professores da Escola Abade Baçal que apenas recorrem a uma tipografia para a sua impressão. Recorde-se ainda que este jornal escolar já foi premiado duas vezes pelo jornal Público.

 


O pólo de Miranda do Douro da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai encerrar a 31 de Julho, no final do ano lectivo, por falta de alunos, revelou hoje à Lusa o reitor Mascaranhas Ferreira.

 

«Não há estudantes, não há possibilidade de se manter aberto», disse o reitor da universidade transmontana que abriu o pólo na cidade fronteiriça de Miranda do Douro há onze anos.

Numa fase inicial, Miranda do Douro chegou a acolher trezentos alunos nos cursos de Antropologia e Serviço Social, um número que foi diminuindo aos longos dos anos, e que se traduz agora, no momento do encerramento, em pouco mais de meia centena de estudantes.

 

 

O Instituto Politécnico de Bragança pode vir a ocupar a vaga deixada em aberto pelo encerramento do pólo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Miranda do Douro. O desejo foi manifestado hoje por Amadeu Ferreira, um dos defensores da língua mirandesa, à margem da sessão de tomada de posse dos membros externos do Conselho Geral do IPB.

 

Amadeu Ferreira foi um dos sete elementos externos cooptados para o Conselho e mostrou-se desagradado com o encerramento do pólo mirandês da UTAD.

“Tenho muita pena. Creio que poderia ser importante para a própria UTAD se tivesse tido uma ligação mais forte à cultura e à língua mirandesa. Tenho esperança que um dia aquele pólo possa voltar a abrir, com a UTAD ou o IPB. Não vejo porque razão não possa ser o IPB”, disse. Amadeu Ferreira deixou ainda o desejo de haver “tão cedo quanto possível a cadeira de mirandês nas principais universidades do país”. 

 

O Conselho Geral do IPB é formado por 25 elementos, desde representantes dos alunos, professores e funcionários, para além dos sete elementos externos que esta manhã tomaram posse, entre eles também o antigo ministro da saúde Paulo Mendo.

 

O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, explica os poderes deste órgão:

“Elege o presidente, demite-o se assim o entender. Poderá também demitir os directores das unidades orgânicas eleitos democraticamente, se achar que possa haver um perigo para o prosseguimento da evolução da instituição. E tem ainda uma série de prerrogativas como aprovar o plano estratégico para o quadriénio do seu mandato, aprovar todos os relatórios anuais, o orçamento, fixar as propinas dos alunos e aprovar a criação, extinção ou transformação de escolas.”  

 

Entretanto o ex-presidente do IPB, Dionísio Gonçalves, foi eleito presidente do Conselho Geral com 85 por cento dos votos e espera agora a chegada de propostas para começar a dar início ao mandato.

 

“Vai depender das propostas que o Politécnico fizer. É um órgão que tem as funções de aprovar as propostas que vierem do presidente da instituição.”

 

Dionísio Gonçalves revelou ainda que no próximo ano entrará em vigo já o novo curso de Arquitectura Paisagística.

publicado por Lacra às 06:00
29 de Maio de 2009

Habitam maioritariamente no distrito de Lisboa e do Porto e há cerca de três anos que vêm congeminando a ideia de se mudarem para um território de baixa densidade, ou seja, para o interior do país. Bragança é um dos distritos onde gostariam de viver com as suas famílias, embora nem todos tenham aqui raízes familiares ou afectivas. Não possuem qualquer experiência de vivência em meio rural, mas querem aqui implementar projectos de empreendedorismo vocacionados para o mercado regional, nacional e local. É este o retrato que se pode traçar dos 14 agregados familiares que, até ao momento, contactaram os responsáveis do projecto “Novos Povoadores”, um projecto-piloto que inicialmente está apenas a ser aplicado em centros urbanos de fácil acesso, para iniciar o processo de mudança do litoral para o interior. “Novos Povoadores” foi um projecto que surgiu pela mão de três amigos, Frederico Lucas, Alexandre Ferraz e Ana Linhares. O objectivo que os move é defesa de um “novo Portugal”, com maior qualidade de vida, em que seja possível reduzir as assimetrias regionais com vantagens para os “novos residentes” e para os territórios de baixa densidade. Os mentores acreditam que a principal influência para a localização de pessoas e famílias é o trabalho e, hoje em dia, a globalização permite que a “ruralidade” tenha atractivos competitivos quando comparada com as grandes metrópoles. Os “Novos Povoadores”, para já, estão a procurar estabelecer parcerias com as autarquias locais para avançar com o processo de transição das famílias interessadas que, antes de mais, têm que passar um processo de “selecção”. Esta selecção, feita primeiramente através de um inquérito, visa apurar o real interesse das famílias na mudança. Depois, é preciso garantir que um dos membros do agregado familiar tenha emprego assegurado na região e que o outro tenha um projecto empreendedor para desenvolver no novo local de residência. É na fase de implementação destes projectos que as autarquias e outras entidades são chamadas a colaborar, até para que o processo de transição seja facilitado ao máximo, permitindo uma boa integração dos “novos povoadores”. Para já, os promotores desta iniciativa entrevistaram 14 agregados familiares, a maioria dos quais composto por três elementos. Os inquiridos querem aplicar aqui um novo projecto que, para já, não passa de uma “ideia”, embora 33 por cento já tenha iniciado o seu desenvolvimento. Todos os candidatos que pretendem mudar-se para Bragança possuem formação ao nível do ensino superior, pós-graduações, mestrados ou doutoramento. Consideram-se pessoas criativas, com capacidade de gestão e de relações públicas, mas admitem, na sua maioria, poder vir a necessitar de algum tipo de apoio na área das tecnologias de informação ou na área de gestão. Da parte do município de Bragança há todo o interesse em colaborar com o projecto, até porque se baseia na tentativa de inversão da lógica actual que, no entender do autarca, Jorge Nunes, “promove a concentração de pessoas no litoral”. No entender do edil, a região oferece um leque de oportunidades vasto em áreas ligadas à eco-construção, ao eco-turismo, à eco-energia, bem como nas agro-indústrias associadas aos produtos tradicionais. “Estas áreas são, no meu ponto de vista, as que podem vir a obter condições para absorverem recursos humanos qualificados e, consequentemente, alcançarem objectivos de sustentabilidade nesta que se pretende que seja, cada vez mais, uma eco-região”, apontou. Apesar da maioria dos interessados não possuir experiências de vivência em meio rural ou laços familiares que os prendam ao Nordeste Transmontano, Nunes acredita que a adaptação decorrerá de forma pacífica. O autarca lembra que a cidade de Bragança foi recentemente reconhecida como uma das melhores para se viver a nível do país, atribuindo bons desempenhos a nível de qualidade ambiental, mobilidade, segurança para pessoas e bens e oferta cultural. “Mesmo em áreas em que o concelho de Bragança se encontra abaixo da média nacional, como as acessibilidades e a prestação de cuidados de saúde, dentro de três a quatro anos, as melhorias nestas áreas serão significativas e Bragança será ainda mais atractiva”. A centralidade ibérica e a grande proximidade a cidades espanholas ,como Madrid, Valladolid, León ou Salamanca, é outra das mais-valias apontadas pelo autarca, que classifica a região como “um verdadeiro paraíso no interior do país”. “Todos os que não se identificam com a deficitária qualidade de vida existente no litoral podem ter aqui qualidade de vida e harmonia com a natureza”, apontou.

Vila Real tem 13 famílias interessadas

O distrito de Vila Real poderá também vir a receber o projecto “Novos Povoadores”, se houver interesse por parte das autarquias. Os promotores da iniciativa divulgaram ao Mensageiro que há 13 agregados familiares interessados em fazer a mudança para Vila Real num prazo de um a dois anos ou até mesmo em menos de um ano. Na sua maioria são famílias compostas por três pessoas que habitam maioritariamente no Porto (54 por cento) e em Lisboa. Possuem laços familiares na região e há mais de um ano que pretendem realizar a mudança. Os inquiridos possuem, na sua maioria, habilitações literárias ao nível do ensino superior, consideram-se pessoas criativas e com capacidade de gestão, e pretendem vir a implementar na região projectos ligados à área dos serviços e agricultura. Numa primeira fase, os promotores dos “Novos Povoadores” pretendem implementar o projecto em municípios mais populosos (com mais de 15 mil habitantes) e com economias mais activas, embora, numa segunda fase, esteja previsto alargar a iniciativa a municípios com menor densidade populacional. Segundo dados dos promotores do projecto, em Portugal, 42 por cento da população vive em cinco por cento do território, e apenas 3,5 por cento da população vive em cidades médias: Coimbra e Braga.


A ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou hoje que serão atribuídas em Janeiro as primeiras bolsas para fixar jovens médicos em zonas do país com falta de especialistas clínicos.
Ana Jorge explicou, em Bragança, que esta medida consta do novo regulamento do internato médico, o período de formação dos médicos que se segue à conclusão da licenciatura. Segundo a ministra, no próximo ano já haverá internos a trabalhar nas unidades de saúde ao abrigo desta lei.
O valor da bolsa ainda vai ser estipulado e será atribuído àqueles que escolherem as chamadas "vagas preferenciais" para realizarem o período de formação ou internato, disse Ana Jorge.
A bolsa é atribuída pelo tempo de duração do internato (três ou quatro anos) com a condição de os médicos permanecerem no mesmo lugar durante, pelo menos, o tempo equivalente à duração do internato.
Ana Jorge acredita que com esta medida será possível conseguir colocar alguns internos em zonas carenciadas, nomeadamente em unidades de saúde do distrito de Bragança. "O primeiro sinal será dado já no próximo mês de Janeiro", afirmou.
A ministra esteve hoje em Bragança para inaugurar o segundo centro de saúde da cidade, um investimento de dois milhões de euros com capacidade para atender 25 mil utentes. A nova unidade irá abrir ao público faseadamente, à medida que se for concretizando a mudança dos vários serviços e profissionais. O distrito de Bragança é "exemplar" a nível dos cuidados primários de saúde, uma área em que Portugal também é reconhecido internacionalmente, nomeadamente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sublinhou hoje Ana Jorge.
A carência de médicos no país verifica-se também nesta área dos cuidados primários, segundo os responsáveis pela política de saúde, mas é mais evidente ao nível das especialidades. A ministra Ana Jorge acredita que estão em curso medidas para combater o problema, como as bolsas para médicos internos anunciadas para Janeiro e o aumento das vagas nas universidades.
Segundo Ana Jorge, estão a entrar cada vez mais alunos nos cursos de Medicina: as vagas são hoje 1600, quando em anos anteriores não iam além das 300. A governante prometeu ainda resolver "dentro de poucos dias" os atrasos no pagamento de incentivos contratualizados com os profissionais das Unidades de Saúde Familiar (USF).
Ana Jorge atribuiu o atraso nestes pagamentos, que deviam ter sido feitos até 31 de Março, a uma "alteração nos sistemas de informação, que está a ser ultrapassada".

28 de Maio de 2009

Como forma de protesto, a Junta de Freguesia de Santa Maria, em Bragança, vai instalar uma “farmácia virtual” junto ao Centro de Saúde II que é inaugurado hoje pela ministra da saúde.

Um acto simbólico para alertar o Infarmed, através do ministério, sobre a instalação de uma farmácia na área daquela junta.

 

Este problema arrasta-se desde 2004.

“Vamos instalar uma tenda como se tivéssemos num país que não tem as condições legais para se poder instalar uma farmácia” refere o presidente da junta. Com esta iniciativa “nós só queremos alertar para a concretização de algo que foi previsto há mais de quatro anos”.

 

Jorge Novo reivindica a instalação de uma farmácia naquela zona, tendo em conta os rácios populacionais da outra freguesia da cidade e o número deste tipo de estabelecimentos na Sé.

“Está mais do que há hora de estar ali instalada uma farmácia pois não se compreende que numa cidade como Bragança haja seis farmácias e nenhuma delas seja na área geográfica da junta de freguesia de Santa Maria” afirma salientando que tendo em conta o rácio populacional “para haver seis na Sé deveria haver duas em Santa Maria”.

 

O autarca está farto de bater à porta das instituições a pedir a resolução do problema mas acredita que a ministra da saúde está sensível ao assunto. “Depois de várias solicitações e ofícios durante mais de quatro anos e sem obtermos resposta voltamos a insistir há coisa de um mês junto de várias entidades e a ministra da saúde respondeu-nos dizendo que tinha efectuado uma comunicação ao Infarmed para ver este assunto” revela o autarca.

 

A inauguração, hoje, do Centro de Saúde II, em Bragança, situado na área da junta de freguesia de Santa Maria vai contar com um protesto virtual.

publicado por Lacra às 11:45
27 de Maio de 2009

Em comunicado à imprensa, Jorge Nunes apontou os motivos que o levaram a contrariar a afirmação de não se voltar a candidatar, entre eles, garantir que a barragem das Veiguinhas será construída.

“A complexidade da actual situação do país, o atraso na construção da barragem das Veiguinhas e a maior exigência na disponibilização de apoios comunitários, recomendam estabilidade e boa orientação das políticas municipais”, apontou o candidato. Nunes quer ainda garantir que, naquele que poderá ser o último grande período de apoios comunitários, sejam concretizados projectos estruturantes para o futuro de Bragança.

Outra das razões invocadas é a actual crise económica e social que deve ser enfrentada, a nível autárquico, com “experiência, saber e forte empenho”. O candidato ao dizer “sim” a uma nova recandidatura está, segundo afirma, a dizer “presente” e a “não voltar as costas às responsabilidades”.

“Consciente das maiores dificuldades dos tempos próximos, que exigem esforço e recomendam experiência governativa, sinto plena aptidão física e intelectual, e motivação para encarar tal desafio e garantir continuidade de um bom ciclo de governação autárquica”, afirma em comunicado.

publicado por Lacra às 11:57

 O cabeça de lista às europeias pelo PS, Vital Moreira, esteve, dia 26 de Maio, na região transmontana a apelar ao voto nas eleições europeias que, segundo ele, acontecem num momento em que os interesses do país convergem com os da União Europeia. O candidato passou primeiro por Bragança, a convite do Instituto Politécnico (IPB). Num dia marcado pela fraca adesão dos professores à greve convocada pelo sindicato, Vital Moreira fez questão de iniciar o dia visitando a Escola EB 2/3 Paulo Quintela e o futuro Centro Escolar. Com o debate marcado para as 10h30 no IPB, Vital Moreira teve ainda tempo para visitar a cidade e contactar com a população local.

Já no IPB e depois de autografar alguns exemplares do seu livro “Nós, Europeus”, o candidato falou para uma plateia constituída maioritariamente por alunos e professores, sobre a importância das eleições europeias, apelando ao voto no PS.

Crítico das políticas europeias levadas a cabo nos últimos cinco anos, Vital Moreira não deixou de frisar que, ainda assim, a resposta à crise “foi melhor do que se esperava”.

Defendendo uma outra visão para a Europa, Vital Moreira apontou a necessidade de uma harmonização social e fiscal que permita acabar com o que chamou de “países low cost”. No entender do professor, há países que só são mais competitivos a nível económico porque apostam na redução dos encargos sociais e da protecção social. Por isso, “é necessário que haja uma harmonização fiscal e social”, afirmou, exemplificando que nem todos os países aplicam licenças de maternidade ou paternidade, projecto já defendido no Parlamento Europeu pela deputada Edite Estrela mas cuja votação será feita apenas na próxima legislatura.

Vital Moreira considerou ainda que estas eleições europeias acontecem num momento “crucial” para o país, uma vez que há uma coincidência de interesses de Portugal com aqueles que são os objectivos da UE: mais cooperação com países como a África e o Brasil; aposta nas energias renováveis; mais investimento público. Além disso, será nesta legislatura que o Tratado de Lisboa será ratificado, ao mesmo tempo que será também aprovado o orçamento até 2020.

“Somos o país em que ser europeu é a melhor maneira de defender o interesse nacional”, apontou.

Questionado sobre o “peso” de Portugal no seio da UE para fazer valer os seus interesses, Vital Moreira considerou haver “uma imagem errada” até porque o “peso” de Portugal na UE é “idêntico ao de países como a Bélgica, Grécia ou Áustria”. Mas o candidato não resistiu a lançar algumas farpas à oposição e apontar que já o “peso” dos deputados depende também do partido europeu em que se inserem, mas não só. “O peso dos deputados é também o peso das suas capacidades e das suas convicções”.

Vital Moreira apontou ainda que a lista do PS às eleições europeias reconduz grande parte dos deputados, ao contrário das listas dos partidos da oposição que, na sua opinião, estão assim a dar um sinal da “pouca confiança” que têm nos deputados que elegem.

Independentemente das convicções políticas, o professor lembrou que essencial é que haja participação nestas eleições europeias até porque “uma baixa participação põe em causa a força de Portugal”.

De Bragança, Vital Moreira partiu para Chaves para mais um debate.

 

26 de Maio de 2009

A estrada nacional 308-3, que liga Bragança a Dine, num total de 27 quilómetros, vai ser repavimentada ainda este ano. O concurso público será lançado entre o dia 15 e 30 de Junho e prevê uma intervenção ao nível da correcção de algumas curvas, colocação de sinalética horizontal e vertical, e tratamento das águas pluviais, num total de dois milhões de euros. De fora, para já, fica a intervenção nas pontes e nos pontões porque obrigaria a um estudo mais pormenorizado que só estaria pronto, provavelmente, em Setembro. O anúncio foi feito pelo próprio Governador Civil de Bragança, Jorge Gomes, na Mofreita, concelho de Vinhais. Jorge Gomes quis assim “entregar o pescoço” publicamente, o seu e o do deputado socialista Mota Andrade, que não esteve presente devido a uma deslocação parlamentar. “Como bragançano que sou, conhecendo bem esta estrada, abracei o projecto pelas pessoas, porque acredito nas pessoas e porque acho que as pessoas merecem. Isto foi a única coisa que nos motivou”, declarou o Governador. A repavimentação da estrada nacional 308-3 entre Bragança e Dine era há muito reivindicada pelas populações locais. Perante a inércia do Governo e das autarquias em resolver o problema, chegou mesmo a ser criado um Movimento Cívico de Utentes que, unindo autarcas das freguesias servidas pela estrada e populações locais, chegou mesmo a ameaçar boicotar as eleições europeias caso nada fosse concretizado. Depois de uma reunião com o Governo Civil, foram logo iniciados contactos com o Governo e com as Estradas de Portugal no sentido de encontrar uma solução, agora anunciada por Jorge Gomes. Segundo o governador, a estrada já podia ter sido repavimentada há muito tempo, no entanto, “ninguém o quis fazer”. “Quando as estradas são entregues às autarquias, são repavimentadas. Mas nunca nenhuma autarquia a quis assumir”, explicou. Agora, a via foi completamente desclassificada e, após as obras de repavimentação, terá de ser pedida uma nova classificação que permita depois, às Estradas de Portugal, assegurar a sua manutenção. Surpreendido com a rapidez com que o problema foi tratado ficou o representante do Movimento Cívico de Utentes, Carlos Fernandes. Sem querer comentar quais os motivos que terão estado por detrás desta decisão, Carlos Fernandes limitou-se a ironizar que “o Pai Natal é só em Dezembro” e que antes de Dezembro “acontecem outras coisas...”. Uma ironia que Jorge Gomes não deixou passar em branco: “não sou candidato a deputado e também não vou para nenhum Ministério. Para ser governador não preciso de votos porque este é um cargo de nomeação. Estou a dar esta novidade num concelho onde nunca serei candidato”. Ainda assim, Carlos Fernandes promete que “a luta não termina aqui” e que, enquanto não começarem as obras na estrada, os placares de protesto colocados ao longo do trajecto não serão retirados. “Como católico que sou dou o exemplo de São Tomé: ver para crer. Quando as obras iniciarem, retiro os placares”, afirmou. Para já fica anulado o boicote às Eleições Europeias, que se realizam a 7 de Junho mas, se os prazos anunciados não forem cumpridos, Carlos Fernandes garante que haverá reacções.

publicado por Lacra às 19:15
25 de Maio de 2009

Depois da aprovação, por maioria, numa reunião concelhia, Jorge Nunes aceitou novamente o desafio de se recandidatar

Apesar de há quatro anos atrás ter garantido que não se voltava a recandidatar, o actual autarca brigantino, Jorge Nunes, não resistiu ao apelo do PSD para mais uma maratona autárquica. O nome já há muito que era indicado pelos membros do partido mas só neste fim-de-semana, após uma reunião concelhia, foi aprovado e rectificado por maioria.

O presidente da concelhia, Paulo Xavier, considera que este é um sinal de confiança e continuidade que o partido está a dar a Jorge Nunes pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, conforme apontou, em declarações ao Mensageiro: “o nosso candidato tem um conhecimento profundo para levar o desenvolvimento do concelho em frente”.

Relativamente às candidaturas às Juntas de Freguesia, Paulo Xavier diz que esse é um trabalho que ainda está a ser desenvolvido e que ainda não há datas para uma possível apresentação pública. O presidente da concelhia considera que o partido está dentro dos “prazos” até porque não há qualquer pressa: “vamos com calma e serenidade, com o à vontade de quem conhece o terreno e as pessoas e de quem trabalha no dia-a-dia”

Jorge Nunes candidatou-se pela primeira vez à câmara de Bragança há 12 anos atrás, na altura como independente. Há quatro anos atrás, o autarca declarou que este seria o seu último mandato, mas depois de ver o seu nome votado por maioria para uma nova candidatura, Nunes não terá resistido ao apelo do partido.

publicado por Lacra às 09:32



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