Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
31 de Janeiro de 2009

  

O Grupo de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho actua hoje em Bragança, no Teatro Municipal, às 16h00.

O concerto está inserido no Festival de Ano Novo, um festival dedicado à música clássica e que já se instituiu como um verdadeiro roteiro turístico.

O Grupo de Percussão vai interpretar um reportório de música clássico escrito para instrumentos de percusão e fecha o FAN em Bragança.

 

30 de Janeiro de 2009

 

 “Persona é o conhecimento, um terrível conhecimento sobre a nossa solidão, a nossa singularidade. A nossa capacidade de tocar um ao outro. É uma confissão dos nossos medos. Do homem, do fracasso, da morte. Persona é um drama sobre o desespero, o silêncio. Um terror indescritível da vida em todos os aspectos. É um drama sobre a sensibilidade da pele, dos rostos e das palavras não entendidas. Persona é uma ilusão estilhaçada. Uma vitória sobre o silêncio.“ Texto do trailer de Persona

 

Encenação│ João Pedro Vaz

Tradução│ Armando Silva Carvalho

Cenografia│ Cláudia Armanda

Design de Luz│ Nuno Meira

Sonoplastia│ Luís Aly

Figurinos│ Catarina Barros

Elenco│Maria do Céu Ribeiro e Sandra Salomé

 

Persona, Suécia, 1966 – Guião de Ingmar Bergman

Sinopse

A actriz Elizabeth Vogler deixa de falar durante uma representação teatral de Electra. O seu mutismo em relação aos que a rodeiam é total, sendo então internada numa clínica. Não está doente, simplesmente optou pelo silêncio. Alma, uma jovem enfermeira, fica encarregada de tratar dela. Quando, a conselho médico, as duas se isolam numa ilha, passam a desenvolver uma intimidade e cumplicidade crescentes. Com isso estabelece-se uma constante troca de identidades.

 

Exibição hoje à noite, às 21h30, no Teatro Municipal de Bragança

publicado por Lacra às 14:00

Desde sempre que a neve fez parte do cenário transmontano, mas nunca como agora causou tanto alarido. Andará o tempo “confuso” ou já nos esquecemos dos antigos nevões que isolavam a região?

 

O frio e a queda de neve dos últimos tempos “paralisaram” a região transmontana.

Aldeias, no concelho de Mirandela, ficaram sem electricidade devido ao peso do gelo nas linhas. Em Bragança a cidade ficou intransitável e muitas aldeias isoladas. Sucederam-se os acidentes na cidade e as várias quedas de pessoas nos passeios, devido ao gelo.

Mas nada disto é novo na região transmontana. Esta vaga de frio que atingiu a região, neste ano, não é nada que admire ou cause espanto. Em 1945, por exemplo, a cidade de Miranda do Douro atingia o mínimo histórico de 16 graus negativos, dando razão ao velho provérbio que define a região: “nove meses de Inverno e três de Inferno”.

Os extremos climáticos foram, desde sempre, característica geográfica desta região. No entanto, as alterações climáticas que se fazem sentir por todo o mundo têm levado a uma suavização destas temperaturas, de tal modo que hoje os noticiários nos entram pela casa adentro com alertas de frio e queda de neve que fazem sorrir os mais velhos.

Na Santa Casa da Misericórdia de Bragança um grupo de idosos, olhando as montanhas pintadas de branco, comentava como o Inverno era bem mais “duro” noutros tempos, tempos difíceis. Situamo-nos na década de 50. A cidade de Bragança pouco mais era que a cidadela, a rua Direita e a sua paralela, a praça da Sé e o largo dos correios. Quem vivia nas aldeias tinha que vir à cidade a pé ou de burro, o transporte mais usado nesta época.

Uma consulta aos arquivos do jornal Mensageiro, que então tinha dez anos, não dá quaisquer resultados para notícias relacionadas com a queda de neve e o mau tempo. Isso não era notícia nenhuma. Era o habitual.

 

"Quando a neve caía era para ficar. Nevava dias a fio"

 

“Quando a neve caía era para ficar. Nevava dias a fio”. Albino Carneiro, com 84 anos, era sapateiro de profissão e recorda-se de, nos seus tempos de juventude, ter chegado a medir a neve: “uma altura recordo-me que a neve acumulada tinha 80 centímetros de altura”.

 As temperaturas baixas provocavam a formação de fusos de gelo nas casas. As crianças de então, homens e mulheres de hoje, chupavam aquele gelo como se de um rebuçado se tratasse. Disso mesmo se recorda Maria Aniceta, hoje com 89 anos. De uma vida de privações e de trabalho recorda os dias frios em que ia lavar roupa ao rio Fervença e tinha de partir o gelo com as mãos.

“Eram tempos bem duros. O rio gelava, mas eu tinha de trabalhar e era obrigada a partir o gelo com as próprias mãos”, contou. Com sete filhos para criar, viúva desde os 39 anos, Maria Aniceta diz que naqueles tempos apenas esperava ansiosamente pelo Natal. “Só esperava 

que viesse o Natal porque depois os dias iam crescendo e não custava tanto”.

Ao contrário dos dias que correm, as pessoas preparavam antecipadamente o Inverno. Maria Joana Galhardos, de 88 anos, lembrou que, nesses tempos, as pessoas secavam as casulas, o grão-de-bico e o feijão frade a pensar no tempo frio. Apanhavam-se ainda as batatas, no final do Verão, depois as castanhas e as nozes, mais tarde. Os que viviam nas zonas rurais tinham ainda animais: vacas, porcos, cordeiros e galinhas.

Mas isso obrigava a encontrar “soluções” contra o frio. Passavam-se meses sem se ver um palmo de terra e os animais tinham de comer. Antecipando-se ao tempo, os que criavam cordeiros, por exemplo, colhiam no Verão as folhas do Freixo que servia depois para a alimentação no Inverno. Quando o frio se arrastava, as pessoas tinham de partir com o gado à procura de aldeias mais amenas.

Ainda assim, Maria Joana garante que não se passava fome, “as pessoas plantavam a terra”. Um cenário certamente bem diferente do de hoje em que ao despovoamento humano se junta o abandono das terras.

 

"A maioria das casas não tinha forro nos telhados

e não era raro as pessoas acordarem com neve na cama."

 

Mas, se fome não passavam, já frio.... Como nos dias de hoje, o distrito encontrava-se ainda mais isolado. As pessoas que ainda insistiam em ficar, ao contrário das muitas que então partiam a salto, sobretudo para a França, fome não passavam, comiam “caldo e castanhas”, mas tinham uma “vida escrava”.

A maioria das casas não tinha forro nos telhados e não era raro as pessoas acordarem com neve na cama. Chamavam-lhe a “neve furaqueira” por vir puxada à vento e se enfiar pelas casas adentro, que não tinham aquecimento. Aliás, falamos de um tempo em que a maioria das aldeias não tinha sequer electricidade e só as estradas mais movimentadas do distrito estavam alcatroadas. Falamos de um tempo em que para ir de Bragança a Miranda do Douro, por exemplo, se demorava dois dias na “carreira” ou 24 horas de comboio.

 Mas falamos também de um tempo em que as escolas das aldeias estavam cheias, embora sem aquecimento. As crianças de então iam pela aldeia pedir brasas para colocar na braseira, que ficava aos pés da professora.

 

"há quem se recorde  do gelo das estradas ser partido

à força da picareta"

 

A neve era retirada dos caminhos pelas pessoas. Cada uma retirava a neve que se acumulava à porta de casa e há quem se recorde  do gelo das estradas ser partido à força da picareta.

A diferença para os dias de hoje é tanto que os mais velhos insistem que as nevadas que caíram recentemente foram “brincadeiras” ao pé dos nevões de outros tempos e, embora muitos deles não tenham tido sequer a oportunidade de estudar, sabem que o tempo já não é o mesmo e apontam o dedo ao aquecimento global. Mas será mesmo essa a razão para o tempo meteorológico nos “espantar” e apanhar de surpresa?

O investigador João Corte-Real está hoje em Bragança, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico, para falar do assunto.

 

Fonte: Mensageiro

29 de Janeiro de 2009

 Numa altura em que se discutem as questões da Energia e das Alterações Climáticas, o Centro de Informação Europe Direct de Bragança, conjuntamente com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, promove uma conferência intitulada “Bases da Previsão do Tempo e do Clima e Cenários do Clima Futuro”.

 

A conferência, proferida pelo Professor Catedrático João Medina Corte-Real, da Universidade de Évora, terá lugar amanhã, às 9h30, no Auditório Alcínio Miguel da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança.

O Professor João Corte-Real tem longa experiência e reputada carreira de investigação nesta área científica e os seus contributos para o avanço do conhecimento decerto concorrerão para fundamentar o interesse pela temática e estimular o debate que se seguirá à conferência.

publicado por Lacra às 14:05

Nos dez anos do mirandês como segunda língua oficial de Portugal, os estudiosos da "lhéngua" alertam: apesar de não estar em perigo, o mirandês está ameaçado pela modernização, sendo importante criar mecanismos para a sua manutenção.

O mirandês sobreviveu ao longo dos séculos devido, principalmente, ao isolamento da região em que a língua estava inserida e ao facto de ser transmitida através da tradição oral. Ora, actualmente, com a globalização e consequente "ameaça" de outras línguas, mais faladas através dos mais diversos meios de comunicação, os riscos são iminentes.

 

Sete mil pessoas falamum idioma que conta séculos

O mirandês é uma língua falada no nordeste transmontano, ocupando uma área de influência de cerca de 500 quilómetros quadrados, com principal incidência no concelho de Miranda do Douro e parte do concelho de Vimioso.

A "lhéngua" teve a sua origem num dos romances peninsulares formados a partir do latim vulgar, nomeadamente no asturo-leonês, pelo que pertence ao grupo das língua românicas. Sofreu grande influência do português, sobretudo a partir do século XVI, e foi conservada nas aldeias envolventes como língua de transmissão oral.

No entanto, o mirandês foi dado a conhecer ao Mundo como uma forma diferente de falar em 1882, pelo filólogo José Leite de Vasconcelos. O processo de normalização da "lhéngua" foi iniciado em 1995, com a publicação de uma Proposta de Convenção de Língua Mirandesa.

O renascimento da língua mirandesa, após um período em que o seu único embaixador era o já falecido padre António Maria Mourinho, surge em 1986, com o início do ensino do mirandês na então Escola Preparatória de Miranda do Douro, pela mão de Domingos Raposo, o primeiro professor a leccionar o mirandês como disciplina opcional.

Estima-se que o número de falantes do mirandês não deverá ultrapassar as sete mil pessoas.

publicado por Lacra às 11:54
28 de Janeiro de 2009


Até ao próximo domingo, Mirandela transforma-se na capital do azeite, devido à realização da quarta edição do festival de sabores do azeite novo, organizado pela autarquia local.

São diversas as actividades que estão programadas para valorizar cada vez mais um produto de qualidade que traz maior riqueza económica para a região.

 

Actividades previstas

 

Abertura das exposições “A Azeitona”, no Centro Cultural de Mirandela, e “A Oliveira”, na Piscina Municipal

 

Curso de iniciação de prova de azeites

 

17h30 Tertúlia azeitada – Leituras à sombra da oliveira, apresentação do livro “Palavras do Olival”, de Manuel Monteiro

 

29 de Janeiro

 

Auditório Municipal - Projecção Multimédia “Escola do Azeite”

Centro Cultural – peça de teatro “Quem come a minha casinha – A casinha de chocolate”

Tertúlia Azeitada – conversa de actores para actores e outros actores que tais e que sabem mais.... (Centro Cultural)

 

30 de Janeiro

 

Workshop “O Azeite na região de Trás-os-Montes”

Workshop “Os Benefícios do Azeite na Saúde”

II Jantar de beneficência Terra Olea

 

31 de Janeiro

 

10h00 “Vamos provar um dos melhores azeites do mundo”

percursos pedestres de Vila Verdinho

Petiscos Azeitados (Romeu)

10h30 Mercado de Rua, venda de produtos regionais

Workshop “Sabão tradicional de azeite”

21h30 Centro Cultural “Os filhos do Esfolador”, peça a partir da obra de Camilo Castelo Branco, com Joaquim Nicolau

 

1 de Fevereiro

 

10h30 Mercado de Rua, venda de produtos regionais

Workshop “Sabão tradicional de azeite”

publicado por Lacra às 19:00

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais de Bragança recebeu uma menção honrosa dos Prémios Turismo de Portugal 2008. O museu brigantino foi considerado um exemplo da requalificação de projectos públicos. O projecto foi distinguido entre 26 candidaturas na mesma categoria.


 http://mesadaciencia.blogspot.com/2009/01/mentiras-de-ontem-iguais-as-de-hoje.html

publicado por Lacra às 11:52

 Chamaram-lhe “Vice-Rei do Norte”, um “título” que lhe vem dos anos em que chefiou a Região Militar do Norte (RMN), em 1975, e que hoje dá nome ao seu livro de memórias. O general Pires Veloso esteve em Bragança, no passado Sábado, para apresentar o seu “contributo” para a “reposição da verdade da história” e, ao mesmo tempo, prestar uma “homenagem a todos os militares que sofreram arduamente com a presença imposta pelo PCP”.

Pires Veloso, hoje reformado e com 82 anos, foi o último governador e alto comissário de Portugal em S. Tomé e Príncipe e chefiou o RMN durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), um período conturbado de lutas entre as facções de direita e da esquerda.

A 25 de Novembro de 1975 havia de ser reposta a ordem democrática, mas não pelo general Ramalho Eanes, como reza a História.

“Escrevi este livro para que a História pudesse ser reescrita, para rebater a mentira que tem sido contada sobre o 25 de Abril”, afirmou em Bragança.

Segundo Pires Veloso, em 1975 as unidades de Lisboa estavam “tolhidas pela indisciplina e desorganização” e no resto do país a situação não era muito diferente. Mas no Norte estabeleceram-se laços fortes entre o povo e as Forças Armadas e a população ajudou os militares na luta contra o PCP que, segundo afirmou, queria tomar o poder e fazer de Portugal um satélite da União Soviética.

Na altura, Pires Veloso chegou mesmo a reunir com Álvaro Cunhal, em Lisboa, a pedido deste. No livro revela que o dirigente comunista estava então preocupado com “a falta de liberdade democrática que existia no Norte do país” desde que o general Pires Veloso havia assumido o Comando da Região.

“Manifestei-lhe a minha estranheza, contrapondo que o conceito de liberdade democrática de cada um de nós devia ser diferente. Antes de eu ir para a RMN as pessoas eram presas arbitrariamente, não havia mandados de captura legais, as sedes de diferentes partidos políticos eram assaltadas e incendiadas”, disse.

A convulsão que tomava conta do país levou então o general a aplicar medidas que incentivassem um relacionamento “franco, leal e aberto entre todos os militares da RMN” e a própria população. Viviam-se as vésperas de mais um golpe que foi evitado, “foi a derrota, sem sangue, do PCP  e dos grupos de extrema-esquerda”.

Mas o mérito de evitar o que poderia ter sido uma guerra civil, segundo Pires Veloso, deve-se ao general Costa Gomes e aos “pontos de apoio”, como a RMN.

“Tentaram esconder o que foi a Região Militar do Norte e o valor da população e elegeram uns heróis de Lisboa que não fizeram nada”, acusou.

A defesa do Norte e o “título” de “Vice-Rei” valeu-lhe, em 1977, a entrega da espada de prata da cidade do Porto e a manifestação de apoio de cerca de cem mil pessoas. No entanto, Pires Veloso foi, na altura, “impedido” de acolher a homenagem:  “era preciso castigar-me porque tive a ousadia de transformar o Norte, juntamente com a Força Aérea, num bastião que havia ajudado a derrotar o Partido Comunista”, revela no seu livro de memórias.

Estas e outras denúncias são feitas ao longo de 462 páginas, numa autobiografia que conta com o prefácio de Mário Soares. “Vice-Rei do Norte” é sobretudo um testemunho de quem viveu como protagonista um dos principais momentos da História contemporânea de Portugal.

 

27 de Janeiro de 2009

 Depois de uma sucessão de adiamentos devido a um processo jurídico demorado, está tudo pronto para o arranque das obras de construção do Museu da Oliveira e do Azeite, de Mirandela, que devem estar concluídas em Janeiro de 2010. Um projecto que já foi apresentado há cinco anos, que vai custar cerca de 600 mil euros.

publicado por Lacra às 19:16



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