Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
15 de Dezembro de 2009

Trinta actores de seis companhias zamoranas e 60 actores amadores da Associação Bragança Histórica, todos eles vestidos a rigor, recriaram um Sarau Medieval. Ao longo de toda a noite do passado Sábado, reis portugueses, duques espanhóis e vários personagens da nobreza, de um lado e de outro da fronteira, reviveram o tempo dos trovadores e recriaram momentos históricos da formação da cidade de Zamora.

A iniciativa, da Associação Bragança Histórica, contou com o apoio da autarquia brigantina e da coordenação do programa de Medievália de Zamora que quis assim estreitar as relações já existentes entre as duas cidades, conforme explicou Elvira Fernandez, responsável pela cultura na Junta de Castela e Leão.

“Estes intercâmbios devem ser fomentados porque é algo que faz parte de toda uma linha literária que é nossa cultura, comum a ambos os povos”, apontou.

A Associação Bragança Histórica todos os anos, na Festa da História, dramatiza momentos históricos da cidade de Bragança e conta, desde sempre, com a colaboração das companhias de teatro de Zamora. A realização do Sarau Medieval pretendeu unir os actores de ambas as cidades e relembrar momentos históricos de ambos os países.

A ideia aqui foi encontrar um momento para juntar as pessoas que participaram no mês de Agosto na representação teatral integrada na Festa da História.

“A história de Bragança e Zamora inspira-nos, até porque as nossas raízes vêm do reino de Castela e Leão”, apontou António Afonso, presidente da direcção da Associação. No entanto, os grupos de teatro lutam com uma dificuldade: “as fontes históricas são muito escassas”.

António Afonso recordou que a primeira peça dramatizada, a “Lenda da Torre da Princesa”, assentou sobretudo na tradição oral. No entanto, o contínuo trabalho de recriar a antiga origem de Bragança levou António Afonso a “descobrir” que a Lenda da Torre da Princesa está relacionada com a vinda da Princesa da Arménia em peregrinação a Santiago de Compostela e com a formação da família dos Bragançãos, que exerceu domínio político e administrativo sob um vastíssimo território que integrava o reino de Leão.  Essa “parte” da história vai ser recriada já no próximo verão, no âmbito da Festa da História.

“O défice de cultura e a interioridade são problemas comuns a Bragança e a Zamora. Mas, através dos valores culturais e da nossa história, podemos dar a volta a esse problema e, ao mesmo tempo, ajudar a fixar as pessoas”, considerou António Afonso.

Para Jorge Nunes, presidente da câmara, são “iniciativas muito importantes” que ajudam na preparação da Festa da História e que são vistas pelo autarca como “essenciais”.

“As relações institucionais não podem ser o sustentáculo fundamental do contacto entre a sociedade civil, seja a nível cultural seja a nível económico”, apontou.

O Sarau Medieval decorreu durante toda a noite no restaurante Turismo, em Bragança. A dramatização da próxima peça já está a ser preparada pela Associação Bragança Histórica e será apresentada no próximo Verão.



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obrigado Cris:)
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