Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
14 de Dezembro de 2009

Em três aldeias do concelho de Bragança há pelos menos uma pessoa com conhecimentos para prestar primeiros socorros e poder acudir, sobretudo a idosos que vivem sós e com dificuldade de acesso aos serviços de saúde, a quem entregam também o almoço.

A iniciativa é da Cruz Vermelha e do Centro de Saúde de Bragança que esperam por mais meios financeiros e humanos para fazerem funcionar o projecto em pleno e alargá-lo a todas as aldeias do concelho. Para já, há 26 socorristas em Gondesende, Parâmio e Espinhosela.Maria Emília Pires e Teresa Diz fazem parte do grupo e mais de um ano depois de receberem formação dão "Graças a Deus" porque ainda não precisam de aplicar os conhecimentos. "É bom sinal", dizem. Mas elas, mais do que ninguém, reconhecem a importância desta iniciativa, porque lidam com idosos.

Distribuem todos os dias pelas localidades da freguesia e vizinhas o almoço a utentes que vivem sós, sem condições de se deslocarem e com muitas necessidades de acompanhamento. Acreditam que ficaram com "algumas luzes" para saber identificar o estado da vítima, como abordá-la e tratá-la até chegar o apoio necessário.

Para além da formação, foi também entregue a cada freguesia uma mala de primeiros socorros com diverso material como compressas, luvas, gaze, betadine, e aparelhos para medir a tensão arterial e glicemia. A de Espinhosela encontra-se na sede da freguesia e ainda não foi utilizada de emergência, mas já serviu de apoio aos peregrinos da romaria de Santa de Rita. O presidente da junta, Telmo Afonso, é enfermeiro e entende que seria "mais útil" entregar a cada socorrista um kit para poder utilizar quando necessário.

O "presidente-enfermeiro" é "o doutor" para muitos habitantes, como o casal José Afonso e Laurinda Gil que, com mais de 80 anos, bem sabem "o que custa ter de ir a Bragança". Eles ainda podem deslocar-se em viatura própria, mas outros esmorecem perante a dependência dos transportes públicos e as voltas que têm de dar para ir ao centro de saúde.

 

Fonte: Lusa

publicado por Lacra às 09:20



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