Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
11 de Dezembro de 2009

 Numa altura de crise, apostar num negócio pode parecer arriscado, mas é isso mesmo que a direcção regional do Norte do Instituto Português da Juventude (IPJ)está a propor aos jovens desta região de Portugal, incentivando-os a serem empreendedores e inovadores e a criarem o seu próprio emprego.

As áreas das energias renováveis, agro-alimentares e turismo são apontadas como aquelas com maiores potencialidades para o desenvolvimento de negócios inovadoras na região transmontana. Mas mais do que uma área de negócio, é preciso é que apareçam “boas ideias” que se concretizem em negócios diferenciados e, por isso mesmo, mais atractivos. Essa foi, pelo menos, a opinião de Cruz Oliveira, ex-governador civil do distrito de Bragança, hoje em dia ligado ao Centro de Inovação de Trás-os-Montes e Alto Douro, convidado pela delegação de Bragança do Instituto Português da Juventude (IPJ) para falar sobre empreendedorismo.

Esta iniciativa do IPJ, em parceria com a Junta de Galiza, com o Nerba, com a Universidade do Porto, Universidade do Minho, Politécnico de Viana do Castelo e Politécnico de Bragança, resultou de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e visa dotar os jovens da região Norte de ferramentas que lhes permitam criar o seu próprio emprego com sucesso.

“Numa altura em que esta nuvem da crise nos envolve, se conseguirmos motivar e dar ferramentas à nossa juventude do Norte de Portugal para que eles vejam uma luz ao fundo do túnel, estaremos a cumprir a nossa missão e o nosso serviço para com os jovens”, explicou Vítor Pereira, responsável da delegação de Bragança.

Hoje em dia já existem muitas ferramentas e programas de apoio ao lançamento de empresas ou à criação do próprio emprego, mas para se ser empreendedor é preciso mais do que isso. No entender de Rui Vaz, presidente do Nerba, é necessário sobretudo “espírito arrojado” e “perseverança”, uma forma “diferente” da do passado de estar no mundo empresarial.

Mais do que tudo, Rui Vaz considera que importante é que “boas ideias apareçam” e que possam chegar a quem no terreno possa ajudar a implementar 

“O importante é que as boas ideias apareçam e depois é preciso vendê-las bem, fazer chegar essa ideia a quem possa ajudar a implementá-la no terreno dando apoio técnico, know-how e encaminhando para as soluções financeiras”, explicou Rui Vaz.

Feito o plano de negócios e tendo as bases sobre como se concretiza um negócio, os empreendedores podem depois solicitar apoios quer a nível estatal quer a nível das instituições empresariais. Apoios que levam Vítor Pereira a afirmar que “não é assim tão complicado nem difícil levar uma ideia a cabo e tornarem-se jovens empreendedores de sucesso”.

 

Carla A. Gonçalves



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