Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
07 de Dezembro de 2009

 O comércio local de Bragança está a viver uma crise sem precedentes. No centro da cidade, lojas abrem para logo voltarem a encerrar devido à falta de viabilidade económica.

António Carvalho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Bragança, diz mesmo que “em 32 anos” nunca viu a cidade tão “cinzenta” e “triste” e traça um cenário negro: “na Praça da Sé há lojas desocupadas, as lojas abrem e fecham passado alguns meses. É sabido que a centralidade da cidade se alterou mas mesmo em pólos atractivos como a Sá Carneiro ou a zona da Braguinha, pouco movimento há. A zona industrial, a partir das seis da tarde, é um deserto”, constatou.

O dirigente associativo apela, por isso, a todos os brigantinos e comunidade em geral para que façam compras no comércio tradicional.

“Os comerciantes inovaram os seus espaços comerciais, modernizaram-se e, mesmo assim, há cada vez menos pessoas a comprar”, apontou.

A preferência por outras cidades, como o Porto, Vila Real ou Zamora, para fazer compras é apontada como um dos motivos da crise, mas não só. Segundo o responsável, as grandes superfícies comerciais estão a “afundar” Bragança.

“A guerra nem é tanto com outras cidades, mas sobretudo com os hipermercados porque é dinheiro que não fica na cidade, para além que nem sempre os preços são mais baixos”, considerou António Carvalho.

No entender do responsável da ACISB, o comércio tradicional tem de oferecer ao público outras mais-valias que possam ser concorrentes com as grandes superfícies.

“As pessoas vão ao hipermercado pelo marketing e o comerciante tem de oferecer outras mais-valias como, por exemplo, entregas ao domicilio ou a venda de produtos regionais bem como diferentes horários de abertura”, explicou.

Para tentar minorar a crise, a ACISB vai investir numa forte campanha natalícia, sob o mote “comprar no comércio tradicional é manter a cidade viva”.

 

Campanha de Natal na rua

Este ano, a ACISB vai promover várias acções de animação e promoção comercial que irão abranger três zonas da cidade: a Avenida Sá Carneiro; a zona da Braguinha e o centro da cidade, num total de mais de 550 estabelecimentos comerciais.

Por falta de recursos financeiros, a associação vê-se cingida apenas a três zonas da cidade, seleccionadas através de candidaturas ao programa Modcom (Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio).

A aprovação destas três candidaturas significa que o investimento está assegurado em 60 por cento por fundos governamentais, cabendo os restantes 40 por cento à ACISB.

As três zonas seleccionadas vão ser decoradas com a típica iluminação de Natal, a cargo da autarquia de Bragança, mas, este ano, não haverá música nas ruas, também por falta de verbas.

 

Natal Solidário para as crianças

Nos três espaços onde vai decorrer a campanha serão criadas três “casinhas do Pai Natal” onde estarão educadores e animadores disponíveis para ficar com as crianças enquanto os pais passeiam pela cidade. As casinhas vão ficar instaladas em lojas desactivadas e cedidas pelos proprietários para a campanha.

As “casinhas do Pai Natal” vão também funcionar como pontos de recolha de roupas e brinquedos para depois entregar às crianças de instituições de solidariedade social.

As casinhas abrem a partir do dia 16 e até 24 de Dezembro e vão funcionar entre as 14h00 e as 19h00.

Quem não vai faltar à festa é o Pai Natal que chegará, no dia 22, ao Jardim da Braguinha, e no dia 23 à Praça Camões e à Sá Carneiro. Nestas duas últimas zonas da cidade, o Pai Natal irá deslocar-se num balão de ar quente e oferecer voos cativos a quem o deseje.

A ACISB pede aos comerciantes que nesta época melhorem a imagem dos seus espaços comerciais e aconselha a escolha de uma boa iluminação, um pinheiro de Natal e uma alcatifa vermelha à entrada.

“Obviamente a ACISB não pode ir a cada um dos seus associados fazer isto mas são pequenas coisas que têm um custo irrisório e que dão outra imagem às lojas”, considerou António Carvalho.

Recorde-se ainda que, durante a época natalícia, a câmara, a pedido da ACISB, autorizou o alargamento do horário de funcionamento, permitindo a abertura nos feriados do 1 e 8 de Dezembro, e nos domingos que antecedem o Natal e a passagem de ano. Também o estacionamento é grátis, na primeira hora, no Parque da Praça Camões e na Avenida Sá Carneiro.

O dirigente da ACISB pede também aos comerciantes que adoptem horários que se compactuem com os da população em geral e tendo em conta que a cidade de Bragança é uma cidade de serviços.

publicado por Lacra às 12:36



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