Dia-a-dia de um distrito rural, doze concelhos e meia dúzia de pequenas cidades encravadas nas montanhas mais a norte de Portugal
15 de Janeiro de 2013

Informam-se os leitores deste humilde blog que vamos emigrar para um novo endereço: http://diariodebraganca.blogspot.pt/

16 de Outubro de 2012

A companhia Vortice Dance Company vai apresentar, no próximo sábado, 20 de Outubro, às 21h30, no Teatro Municipal de Bragança, a criação "Drácula", uma inspiração do clássico de Bram Stroker onde aparecem novas personagens, lendas e mitos. 

A peça surgiu de uma co-produção com o Ballet e Ópera da Macedónia, onde os coreógrafos e bailarinos principais da Vortice Dance estiveram em residência artística.

Entre 2011 e 2012, a digressão desta peça passou por várias cidades, de entre as quais, Pamplona, Gijon, Cédiz e Cáceres (Espanha), Bolzano e Veneza (Itália). Em Portugal, foi apresentado no Auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa e agora tens a oportunidade de  o ver no Teatro Municipal de Bragança.

14 de Outubro de 2012

Chamamos-lhe um novo jazz pela surpreendente reinvenção do repertório musical apresentado. Sensorial, pelas emoções e memórias que desperta a voz doce de candura jovial de Elisa Rodrigues acompanhada por um dos melhores pianistas portugueses - Júlio Resende. "Nunca é demais dizer o nome de Júlio Resende. Ele é um músico formidável e merece ver o seu nome repetido muitas vezes", confidenciou ao público num diálogo tímido mas envolvente, de mais um concerto no âmbito do Douro Jazz, ontem, no Teatro Municipal de Bragança.

Ela, que de Bragança guardava uma não muito distante memória de quando, com cinco aninhos, veio aqui também cantar, mas num grupo coral, numa formação que começaria por ser clássica e que, só mais tarde, na descoberta de si própria, haveria de enveredar pelo jazz, numa recriação íntima e pessoal. "Dormi aqui num hotel e na manhã seguinte, antes da viagem, bebi um sumo de laranja que me deixou indisposta durante toda a viagem de autocarro", confidenciou  arrancando sorrisos ao público. Um público que quis marcar presença e que, quase à última da hora, obrigou a alterar o concerto da Caixa de Palco para o Auditório Principal.

É que Elisa Rodrigues encarna, de uma forma simples mas não simplista, o sonho e a paixão pela arte que vai descobrindo num mundo cada vez mais formatado para a economia de consumo. 

Foi uma hora e qualquer coisa de grande música, com dois grandes artistas a partilhar uma mesma linguagem, num repertório que nos levou do pop ao rock, de Nirvana a Elis Regina, num tom equilibrado que marca o seu primeiro álbum - "Heart Mouth Dialogues". Elisa Rodrigues não esqueceu os "conselhos" do pai. "Recordo-me sempre de ele criticar cantores que tentavam imitar outros, quase cantando por cima deles, e de dizer que mais valia estarem calados". Não é o caso de Elisa que, ao reinventar está a criar e a descobrir-se a si própria num caminho que ansiamos que continue a dar-nos boa música.

 

 


Arriscamo-nos a ser Outra Grécia. (Visão...por José Luís Peixoto)

Normalmente, esta frase é dita por senhores de fato, protegidos pelo ecrã da televisão. Não estão nervosos, como os desempregados que gritam na rua ou à porta da fábrica, estão até bastante serenos; também não têm a cara pintada, nem estão a insultar ninguém, como aquela multidão de rapazes e raparigas que nunca conseguiram um emprego que durasse mais de três meses, estão compostos e falam com correção. Vestem-se como pessoas sensatas, penteiam-se como pessoas sensatas, têm carros de cilindrada sensata a esperá-los no estacionamento. 

Arriscamo-nos a ser outra Grécia.

E, no fundo, estão a dizer:

Vocês arriscam-se a transformar este país noutra Grécia.

Eles não fazem parte do "nós", eles estão a avisar-nos. Por eles, pela sua acção, este país nunca se tornaria noutra Grécia. Se assim fosse, eles não nos estariam a alertar, em tom professoral, em tom de quem sabe mais e melhor. Não são eles que estão em risco de ser uma nova Grécia, eles são apenas desinteresse e boas intenções. Somos nós, sem eles, que estamos em risco de ser outra Grécia.

A xenofobia dessa frase é desprezível. Utiliza a ignorância dos sentimentos mais rasteiros para justificar argumentos desonestos. Ao mesmo tempo, quer fazer pressupor que a Grécia está na atual situação económica porque o seu povo protesta.

Esses senhores, que até podem ter óculos, aliviam a sua consciência culpando os pobres da própria pobreza. Há bem pouco tempo, por exemplo, insurgiam-se contra o rendimento mínimo. Nunca se lhes ouviu uma palavra acerca dos paraísos fiscais.

Justificam a avareza mais reles, com a ideia de que a ajuda pública desencoraja os pobres de trabalhar, torna-os preguiçosos. Isto, com frequência, vindo da parte de pessoas que descendem de linhagens com muito a aprender acerca do que é o trabalho.

Neoliberais de merda. O Estado não deve meter-se na vida das grandes empresas ou dos bancos, a não ser para, à mínima dificuldade, lhes enfiar pazadas de dinheiro pela goela abaixo. Depois, se o Estado precisar seja do que for, não tem o direito de exigir nada. Não tem o direito de interferir na liberdade do mercado. Só tem direito de interferir na liberdade dos cidadãos.

Se calhar, temos de ser nós a ensinar-lhes que é o trabalho que cria riqueza e não aqueles que vendem o trabalho dos outros.

Arriscamo-nos a ser uma nova Grécia?

De cada vez que os portugueses saem à rua, voltam a casa com mais dignidade. Ao contrário do que aconteceu demasiadas vezes, as imagens de multidões demonstram que não está tudo certo, eles não têm legitimidade para tudo. Sobretudo, não têm legitimidade para fazer o oposto daquilo que disseram que iam fazer e, menos ainda, para serem lacaios de outros em que ninguém votou.

Ridículos: a anunciarem medidas antes de jogos de futebol, a esconderem-se no estrangeiro onde não comentam nada, a dizerem que temos o melhor povo do mundo. O mesmo povo que desrespeitam continuadamente.

Arriscamo-nos a ser uma nova Grécia?

Quando falam da Grécia nesse tom de xenofobia velada e cobarde, seria interessante perguntar-lhes qual é, afinal, o país que eles quem querem ser. Da mesma maneira que repetem que não querem ser gregos, seria bonito ouvi-los afirmar que querem ser alemães.

Então, talvez a xenofobia lhes caísse em cima. Talvez lhes fizesse bem sentir esse peso. Tenho curiosidade de ver quantos os seguiriam no dia em que tornassem explícitos os dois lados desse simplismo que coloca a Grécia e a Alemanha em polos opostos de uma guerra surda, em que um dos lados bombardeia o outro, diariamente, com humilhação.

A Grécia não é um país a evitar, os gregos não são um povo a evitar. Aqui, neste nosso país, há muitos que já são gregos porque estão desempregados e sem horizontes como tanta gente na Grécia, porque não sabem como pagar a casa ao banco, porque sofrem como tantos gregos. Quem tem verdadeiro medo de ser como os gregos são esses senhores de fato, protegidos, porque sabem que os seus homólogos da Grécia estão a ser vigiados, com pouca margem.

Seremos outra Grécia se tivermos sorte.

12 de Outubro de 2012


Sé de Bragança, Carla A. Gonçalves

A Igreja de S. João Baptista e o Claustro, conhecida como a antiga Sé de Bragança, vai ser classificada como Monumento de Interesse Público.A ideia partiu da Direcção Geral do Património Cultural e o processo já está disponível para consulta na Direcção Regional de Cultura do Norte.  Para o vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, esta classificação é fundamental para valorizar este património.“A sua construção data de 1545 e entende-se que deve ser classificado, porque desta forma valorizamos este monumento, e o concelho sai mais rico dentro daquilo que é o património construído”, realça Rui Caseiro.O concelho de Bragança já tem 29 monumentos classificados e o reconhecimento da importância cultural da antiga Sé pode trazer ainda mais turistas à capital de distrito.“Sabemos que há pessoas que procuram os monumentos classificados, porque são identificados nos diversos roteiros que existem”, sublinha o autarca.

A classificação definitiva da Igreja de S. João Baptista deverá ser publicada em Diário de República nos próximos dois meses.

 

Fonte: Brigantia


O Inimigo Público poderá deixar de ser publicado semanalmente com o jornal Público, mas a direção do suplemento humorístico está a tentar apresentar uma contraproposta, disse à Lusa Luís Pedro Nunes.

"Há uma decisão da administração [do Público, que é detido pela Sonaecom] para terminar. Estamos a tentar arranjar uma contraproposta, que pode passar por um patrocinador", disse o diretor do suplemento humorístico, Inimigo Público.

O jornal Público avançou com uma reestruturação, no qual está previsto o despedimento de 48 trabalhadores.

"Estamos a ver com o Público algumas possibilidades, com a reestruturação era natural que se reequacionasse" o projeto.

"Há algumas possibilidades comerciais. Se não for viável [continuar] com o Público esta parceria de nove anos, não vamos baixar os braços", acrescentou Luís Pedro Nunes.

O diretor sublinhou que o Inimigo Público, que sai à sexta-feira, "é o suplemento mais lido do Público".

No Facebook, o título tem quase 100 mil seguidores, e recentemente havia o plano de "colocar o Inimigo Público no iPad", num projeto que visa criar "uma edição de raiz" naquele 'tablet'.

"A marca é nossa", salientou.

 

Fonte: Diário Digital com Lusa

10 de Outubro de 2012

O relatório da missão da UNESCO ao Douro conclui que a Barragem de Foz Tua é compatível com a manutenção do Alto Douro Vinhateiro (ADV) na lista do Património mundial, disse à agência Lusa fonte do Governo.

O Governo recebeu na terça-feira o relatório da missão conjunta do Comité do Património Mundial da UNESCO, ICOMOS e IUCN sobre a construção do aproveitamento hidroeléctrico de Foz Tua, entre Alijó e Carrazeda de Ansiães.

Fonte do Ministério da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do (MAMAOT) disse à Lusa que o relatório conclui que a construção da barragem de Foz Tua, "de acordo com o projecto revisto, é compatível com a manutenção do ADV na lista do Património Mundial".

De acordo com as conclusões a que chegaram as peritas que visitaram a região, a barragem tem um "impacto visual reduzido" no ADV, "na sua integridade e autenticidade, quer ao nível da paisagem quer ao nível do processo vitivinícola".

Segundo o MAMAOT, o relatório "aplaude" ainda a opção tomada em construir a central eléctrica enterrada, solução que é considerada tecnicamente "adequada".

Durante a visita ao Douro, foi apresentado à UNESCO o projecto do arquitecto Souto Moura, que tem em vista a compatibilização da central hidroeléctrica, inserida na área classificada, com a paisagem.

O projecto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.

O relatório da UNESCO refere ainda, de acordo como Governo, que o calendário da obra foi abrandado, em cumprimento das conclusões da reunião do Comité do Património Mundial de São Petersburgo, na Rússia.

No decorrer deste encontro, foi aprovado um "abrandamento significativo" das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.

E, neste aspecto, segundo o MAMAOT, também se verifica uma evolução, ou seja, a anterior avaliação sugeria um "abrandamento significativo" e o relatório actual refere-se apenas manter um "abrandamento".

Para avaliar "in loco" os impactos decorrentes da construção da barragem no Património Mundial, uma missão da UNESCO, composta por três especialistas, esteve no Douro entre 30 de Julho e 3 de Agosto.

A missão incluía peritas da UNESCO, da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e da ICOMOS, órgão consultivo da UNESCO. 

Em sequência da decisão de abrandamento, foi solicitada pelo Estado português à dona da obra, a EDP, a apresentação de um novo calendário, o qual adia em quase um ano a conclusão do empreendimento.

O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.

 

Fonte: Lusa

08 de Outubro de 2012

A assembleia municipal de Bragança aprovou hoje a redução de dez freguesias no concelho, que resultará da agregação de 18 das actuais 49 freguesias. 

A reorganização foi aprovada com os votos da maioria social-democrata, autora também da proposta para dar cumprimento à lei da reforma administrativa, que mereceu os votos contra de toda a oposição e de alguns presidentes de junta. 

A proposta que seguirá agora para a unidade técnica nacional que conduz o processo, aponta uma redução das atuais 49 para 39 freguesias, com a agregação de quase duas dezenas, a maior parte das quais no meio rural. 
As duas maiores freguesias do concelho, as da cidade - Santa Maria e Sé - serão também agregadas numa união de freguesias que abarca ainda a rural de Meixedo, na preferia da cidade. 

Uma mudança que não é meramente administrativa e que terá consequências no dia-a-dia dos habitantes locais que, ao passarem a pertencer à zona urbana, verão agravado o Imposto Municipal sobre Imóveis, a taxa da água, entre outras.

Com a proposta aprovada, com 58 votos a favor, 33 contra e oito abstenções, surgirão ainda mais sete uniões de freguesias no meio rural, resultado do agrupamento das que têm menos ou pouco mais de 150 eleitores com outras de maior dimensão. A saber, a freguesia de Rebordaínhos e Pombares; Aveleda e Rio de Onor; Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova; Castrelos e Carrazedo; Parada e Faílde; Rio Frio e Milhão; e, por fim, S. Julião de Palácios e Deilão.


05 de Outubro de 2012

 

 

É no número 35 da Rua Abílio Beça, em Bragança, a dois passos do Museu Abade Baçal, que se mostram os "tesouros" em madeira e ferro nascidos das mãos do escultor João Ferreira.

Objetos geométricos, árvores e beija-flores, um peixe da profundeza dos oceanos e, no meio do espaço, uma grande árvore de onde brota um coração e a que o artista deu o nome de "sangue, suor e lágrimas", nasceram do "prazer de pôr as mãos a fazer coisas".

O resultado é uma forte impressão visual que desperta sentimentos e que remete para as raízes ancestrais do ser humano e da sua relação com a terra.

 

http://fotos.sapo.pt/sweetcarla/albuns/?aid=34

 

 

 

E se falamos de sentimentos é porque a seguir, João Ferreira, leva-nos, através da sua arte, ao Nordeste Transmontano, mas não sem uma ponta de ironia e de sátira. 

Através de postais, em ferro e madeira, João Ferreira mostra-nos personagens e rituais da memória local,questionando, ao mesmo tempo, aquilo que se pretende como "produto cultural de consumo".



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